
Sem Eira nem Beira
À beira da calçada
Arrasta o cansaço
Na sacola fechada Continuar a ler

Sem Eira nem Beira
À beira da calçada
Arrasta o cansaço
Na sacola fechada Continuar a ler


As mulheres e o amor
Vivemos num país lindo, livre, democrático, gerido por incompetentes e retrógrados, é certo, mas democrático, aqui as pessoas ainda podem opinar sobre o que muito bem entenderem, embora, eu sei, o demos, esteja cada vez mais longe do Kratía. Continuar a ler

Rua Augusta
Subitamente começou a chover a cântaros e o padre Gregório, imerso nos seus pensamentos celestiais, sentiu na calva cabeça, os grossos pingos salpicados de frias pedrinhas de granizo, que caíam furiosamente do céu. Voltou o rosto para o alto, de cenho franzido e olhar severo, como quem repreende o Senhor por tamanha falta de oportunidade, no envio daquele gelado e húmido fenómeno meteorológico. Apressou o passo, não em demasia, pois a chuva alagava a bonita calçada da Rua Augusta, cujas pedras, lisas e polidas, se tinham transformado, subitamente, num autêntico ringue de patinagem artística. Todo o cuidado era pouco para não ser traído pelas solas puídas, e tantas vezes substituídas, dos seus sapatos cuidadosamente feitos à mão, em cabedal preto, arte em desuso há muitas décadas. Continuar a ler

Homenagem ao dia dos Namorados
Hoje li no jornal que mais de metade dos portugueses fazem sexo pelo menos duas vezes por semana, número (54%) que parece estar acima da média mundial (39%). Mulheres, mantenham esse – estão a ver o meu? – sorriso idiota nos rostos enquanto podem, pois esta é uma situação pontual, desculpem lá, mas eu tinha que desmascarar esta situação. Continuar a ler

- Ora viva a todos, digo eu!
- Eu também sou gente, porque só saúdas todos?
- O quê? Agora és eu? Continuar a ler