Arquivo da Categoria: …sem Forma
Eh, Vida sem Novidades!…

Luz sem Iluminação
Toda a gente acorda um dia, nem que seja um diazinho só, com uma ideia brilhante, grandiosa. Algo tão certo e edificante, tão real e concreto que muda tudo na vida de quem acorda assim. Seja a certeza da velocidade do tempo ou da sua paragem brusca; seja uma fé especial no número 33 ou num milagre divino; um súbito amor fraternal pela humanidade; a certeza absoluta num merecimento qualquer; uma nova filosofia de vida; um plano diabólico para conseguir a promoção; a certeza, leve e vaporosa, num mundo melhor. Toda a gente acorda um dia, com o peito a abarrotar de qualquer coisa vibrante e apaixonada, quiçá apaixonante, que a faz mudar de rumo. Continuar a ler
Como Transformei um Conto Erótico numa História de Medos, Amores e Desamores
Um destes dias acordei e resolvi escrever um conto erótico. Não sei porquê, acordei para ali virada. Então, se bem pensei, melhor o fiz. Comecei a escrever, a escrever, mas, para meu grande espanto, não me saía o erotismo das teclas para a alva página do Word. “Que raio… então o que é isto? Se sabes escrever, escreve, isso é uma coisa tão fácil… é só imaginar umas cenas envolventes e já está!”, pensei eu e lá continuei a escrever e a apagar, a escrever e a apagar, a escrever e a apagar… Continuar a ler
Memórias da Chuva e do Sol
A chover e a fazer Sol… e as feiticeiras a comerem pão mole!…
E lá andávamos nós, um bando de pardais em alegre chilreada, a correr de um lado para o outro. Até parecia que a chuva com Sol não molhava. Como poderia molhar? O Sol tudo seca. Com o rosto virado para o céu recebíamos as gotas cristalinas e gritávamos em coro.
A chover e a fazer Sol… e as feiticeiras a comerem pão mole!… Continuar a ler
O Meu Bêbado
Nunca falei do meu bêbado. Sendo mulher dum, penso que até ficava mal não o apresentar, pois ele é a inspiração destas crónicas aos “esses”, perfeitamente incapacitadas para fazerem um “quatro”!
Sobre o Meu Bêbado
O meu bêbado é um verdadeiro, autêntico e puro amante do néctar dos deuses, seja lá isso o que for! Nunca deixa os seus créditos por mãos alheias. Em estado de euforia, desenvolve as mais interessantes teorias acerca da optimização das uvas, e da escolha criteriosa dos grãos de cevada. De notar que, sendo ele alfacinha de gema, as únicas uvas que conhece são as que compra no mercado para comer à sobremesa e não sabe distinguir um grão de cevada dum grão de soja. Mas mesmo assim, as suas teses são eloquentes. Continuar a ler
Inconstância

Jacinto
Peguei na negra Morte… delicadamente tentei transformá-la num jacinto. Mas o azul não lhe ficava bem. Afinal a foice era um dente-de-leão: ora dente, ora leão. Continuo a preferir o chá de doce lima.


![bebado[1] bar especial para bêbados](http://cronicasdamulherdumbebado.files.wordpress.com/2010/04/bebado1.jpg?w=250&h=177)