Encontro com a Morte

Sob a chuva

Mariana vestiu uma gabardina comprida e calçou umas galochas. Fez tudo na penumbra e sem barulho, pois não queria que a sua mãe se apercebesse que ela ia sair. Aquele não era o momento ideal, para ser submetida a um dos inquéritos de Dona Ermelinda. Depois pegou num velho guarda-chuva, abriu a porta da frente e saiu de casa no mais absoluto silêncio, resolvida a enfrentar aquela chuva persistente, que não acalmava, ia para dois dias. Decidiu caminhar pela estrada de terra batida, pois, mesmo a andar com muito cuidado para não cair na lama escorregadia, chegaria muito mais depressa à Quinta das Laranjeiras. Tinha de se apressar. Dentro de uma hora seria noite escura. Andou cerca de quinhentos metros na estrada paralela ao cemitério e depois meteu por uma vereda larga, ladeada de vinha.

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A Gruta

Parque Estadual Gruta da Lagoa Azul

- Já sabes do André do Bote?

- Já. Foi-se embora…

- Coitada da Emília, ainda com os filhos tão novos e a estudar. Dão cá um despesão! Tenho pena dela.

- Ela arranja-se…

O tio Manel da Lena ia respondendo ao amigo quase sem o ouvir. Hoje, ele teria muito que tagarelar com a novidade do desaparecimento do André, filho do camarada Bote, que já tinha ido fazer companhia aos antepassados, ia para cinco anos. Continuar a ler