
Feliz Ano Novo!
Tenho um amigo
Perdido em fogos imaginários
Achado em nuvens subterrâneas. Continuar a ler

Feliz Ano Novo!
Tenho um amigo
Perdido em fogos imaginários
Achado em nuvens subterrâneas. Continuar a ler

Rua Deserta
Caminhamos ao amanhecer
Numa rua perdida,
Em sombras esquecida. Continuar a ler

Art by Vladimir Kush
Os saltos das minhas botas ecoavam na calçada, ao voltar para casa. Mas só eu os ouvia. Num passo lento e bem marcado, caminhava ligeira, no meio dos outros seres que iam e vinham. Observei-os atentamente. Estavam próximos de mim, mas soavam longínquos e fantasmagóricos. Cada um mergulhado no seu próprio mundo de lua negra. Lábios que sorriam para o nada. Sobrolhos franzidos. Rostos ansiosos. Orgulhosos. Impenetráveis. Libidinosos. Tristonhos. Alienados. Dedos ágeis que escreviam sms’s e aguardavam a resposta com urgência. Olhos baços, que refletiam lágrimas na garganta. Rostos expressivos, que cantavam canções surdas, ao ritmo privado duns phones. Continuar a ler

Le Paradis - Marc Chagall
Mário bebeu um golo de whisky – iria parar de beber dentro de dias, quando fosse ao médico, pensou, então tinha que aproveitar. Continuar a ler

Família - Pablo Picasso
- Podes ficar com o menino? É que eu queria sair… arejar um bocadinho, lavar os olhos, sei lá! – Brincou Laura, enquanto atravessava a sala, em direcção ao quarto. Continuar a ler
Queridos leitores, se não sabem ficam a saber: para mim, todos os dias são dias de festejar. Na minha célula familiar – credo… esta metáfora faz-me lembrar uma ameba. Fiquem os meus queridos informados que eu tenho consciência que o bicho é unicelular e cá em casa somos cinco. Posto no devido lugar os meus (des)conhecimentos científicos, vamos para a frente. Como estava dizendo, na célula familiar, que é a base da sociedade – esta coisa da “base”, engrandece qualquer frase –, comemoramos os aniversários propriamente ditos (dia em que cada um nasceu), os aniversários de casamento, de divórcio (eu e o meu marido éramos divorciados quando demos o nó), o dia em que começamos a namorar, o dia do primeiro beijo, o dia do primeiro amuo, o dia em que nasceu o primeiro dente a cada criança, o dia em que caiu o primeiro dente a cada criança… Resumindo – se não nunca mais daqui saio –, eu gosto tanto de comemorações, que todos os dias há festarola. Continuar a ler