A Lei do Fumo
Era uma vez um Governo, num país longínquo, que tinha muitas Consciências para comprar. Mas não podia comprá-las todas, por causa do Orçamento de Estado, esse papão vil e terrível, que atormentava o país.
Depois de pagar aos Governantes os salários, casas, carros, reformas imorais, viagens, festins, os vestidos da mulheres, o colégio dos filhos e o cabeleireiro das amantes, o Orçamento de Estado ficava tão magrinho, tão irritado e mal disposto, que se revoltava contra o povo. Era o povo que levava com os maus fígados do Orçamento de Estado. Mas essa é outra história.
No Ano de 2008, o Orçamento de Estado desse belo país, resolveu ser mãos-largas e comprar a Consciência do Fumo. Pediu orçamentos a várias empresas da moda, fez um estudo aprofundado da questão, e concluiu que, afinal, só poderia adquirir parte da Consciência do Fumo. Optou pelo Fumo do Tabaco. Era a mais baratinha, tinha a vantagem de ser fundamentalista, e, o mais aliciante, é que iria dar muito que falar.