Saudade

Papoilas

Sentada numa pedra fria,
Qual trono no alto do mundo, eu olho…
E através do nada
Alcanço as entranhas do mar azul,
Que tudo engole e tudo cria.
Ah, como é bom demorar-me no andar vagaroso
e bamboleante daquela ribeira tímida!
Visto a planície dum verde alucinante
E faço brotar frutos sumarentos,
Das árvores luxuriantes que trajei de rosa e branco.
Ah… mas é aquele loiro imenso e ondulante,
Salpicado do sangue das papoilas,
Que me envolve na brisa quente
E me afaga os cabelos…

Luísa L.

One thought on “Saudade

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