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Um Artigo Inacabado e um Sismo no Japão

Viajando

Eu adoro viajar pelo mundo fora. Ah, como eu gosto de conhecer novas gentes, novas terras, novos hábitos e tradições. É algo que me fascina. Devido a várias razões que não são para aqui chamadas, como é o caso dos cortes salariais, aumento dos impostos e redução das regalias sociais com a saúde, eu viajo cada vez menos. De avião, só de longe em longe; de carro vou conhecendo o país e os nossos vizinhos mais próximos; mas, onde eu me regalo quase diariamente é nos tortuosos caminhos das páginas do Atlas, nas serenas pradarias da Enciclopédia e nas tumultuosas e agressivas estradas da Internet. Onde encontrei mais informação foi na Internet, embora só uma página em cada mil se aproveite. Mas isso agora não interessa…

O que mais me inebria nas últimas opções é poder viajar no tempo. Por diversas vezes vou ao passado; na pré-história costumo afugentar os lobos famintos. No presente pulo de continente em continente, para ficar a par das novidades e, às vezes, até dou uma espreitadela no futuro. Ou naquilo que os homens entendem como futuro. Ao que parece o tempo é relativo. Não sei porquê, o futuro deixa-me nostálgica. Vou sempre parar a uma época onde o calor é insuportável. À minha frente estende-se um deserto sem fim e o Sol é tão imenso, que parece querer devorar o planeta. O futuro parece-se com o inferno do meu imaginário e isso dá-me sede!

De todos os lugares que visito, o que mais me espanta é o Presente. Todos os dias me admiram a inutilidade das notícias que, a propósito ou sem propósito, são todas iguais. Dependendo do país, mudam os nomes das estrelas – de notar que todas são constituídas por gases ionizados sujeitos a altas pressões. Aqui brilha a estrela Polar. Ali está em evidência a Vega. Acolá pavoneia-se a Sírius. Todas numa cadência de dar sono. Raramente se vê uma notícia interessante e nunca vi nenhuma realmente útil. Assim como: “Descoberto um combustível sintético, inócuo para os seres vivos e barato”. Estou convencida que uma notícia destas mataria muitas guerras. E isso era algo realmente interessante. Ou então, “Os EUA resolveram deixar de se meter na vida do Médio Oriente”. Isto também daria um bom resultado. Cessavam muitos atentados terroristas e os suicidas podiam matar-se alegremente em casa, até resolverem os seus assuntos internos.

Interrompo aqui este relato inútil, pois apercebi-me de uma notícia verdadeiramente importante.

De vez em quando correm pelo Presente notícias verdadeiras. Mas isso é a Natureza que decide. Essas são as únicas em que nos pudemos fiar. Hoje, a imprensa de todo o mundo transmitiu uma notícia importante que eu também registo:

Sismo Japão: O abalo de hoje é o 4º maior do mundo desde que há registos

O sismo de magnitude 8,9 na escala de Richter sentido hoje ao largo da costa nordeste do Japão é, segundo a Agência de Meteorologia local, o maior de sempre no país e o quarto maior no mundo desde que há registos.

Um violento sismo de 8,9 na escala de Richter, com epicentro a 130 quilómetros a leste de Sendai, ilha de Honshu, e a 382 quilómetros a nordeste de Tóquio, ocorreu hoje às 14:46 locais (5:46 em Lisboa), originando um tsunami.

Pelo menos 300 pessoas morreram e centenas estão desaparecidas após o sismo e o tsunami, adiantam os meios de comunicação no local.

O sismo foi seguido por várias réplicas, algumas com magnitude superior a 7,0 na escala de Richter, segundo o Instituto de Geofísica norte-americano (USGS).

TSF

9 thoughts on “Um Artigo Inacabado e um Sismo no Japão

  1. Terrível essa notícia vinda do Japão com pelo menos 300 mortos. Minha solidariedade aos nossos descendentes japoneses. Felizmente o Japão é um país estruturado e preparado para esses fenômenos naturais, se fosse no Brasil o número de mortos seria pelo menos três vezes mais.

    Parabéns por suas viagens reais e virtuais.

    Abraço.

    Manoel

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  2. Olá Manoel,
    De manhã, quando publiquei a notícia os jornais portugueses citavam entre 19 e 32 mortos. Li agora mesmo no teu comentário, pois ainda não me tinha apercebido do desenvolvimento da notícia, que há cerca de 300. É lamentável.
    Abraços!

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  3. Pingback: Ver! | Blog | Viagens, Notícias e um Sismo no Japão

  4. É de arrepiar. Pelas imagens, não dá pra deixar de imaginar que muitos, mas muitos mesmo não conseguiram escapar ao tsunami. Nas imagens daqui, vi centenas de carros boiando – e juro que vi uma pessoa num deles. Desespero meu ou de quem estava lá dentro, não sei.

    A grandiosidade dessas notícias é aflitiva mesmo. O mundo pára, boquiaberto, atônito. Vendo a água arrastar nossas construções mais sólidas e majestosas, destroçar regiões ricas ou pobres…. levar de roldão nossa arrogância junto com a esperança. Como nos sentimos impotentes, pequenos. Um nada.

    Beijos

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    • Zé, eu estive ausente toda a manhã e parte da tarde. Quando publiquei o post ele falava em 19 mortos, pois era essa a informação dos jornais. Só me apercebi do desenvolvimento da notícia há umas duas horas, quando cheguei a casa. Nem queria acreditar no comentário do Manoel… Nem tenho palavras…

      Beijos, meu amigo!

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  5. Grande Luisa, a tragédia da natureza (mais uma) realmente tem um impacto alucinante nas pessoas, entretanto o seu artigo anterior estava muito interessante, porém, parece que a sua viagem foi digamos assim, interrompida no Japão.

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  6. Lu,

    Fiquei estarrecida com o acontecido. Aqui no Brasil, temos enchentes se espalhando por todo território e matando gente. O número aqui é assustador, já que ainda não estamos preparados para calamidades. Entretanto, o que posso tentar digerir é que estamos, definitivamente, destruindo o planeta.
    bjks

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  7. Se não mudarmos nossa maneira de pensar e agir, os tristes fatos ocorridos no Japão não vai passar de um alerta inutil quanto a visita ao futuro. Temos ouvido a bastante tempo que o nivel do mar vem subindo e cedo ou tarde provocaria a submersão dos litorais, neste caso houveram os tsunamis provocados pelo terremoto, a origem pode ter sido distinta mas é um alerta do que vai ocorrer caso a temperatura do planeta continue a subir, litorais destruídos e seca no interior, calor insuportavel, destruição dos campos pelo sol escaldante e pelas pragas, a morte da fauna gerando a falta de alimentos, a desnutrição causada abriria as portas para as doenças, e esta situação desesperadora faria com que a guerra por agua se espalhase pelo mundo, um banquete para a morte. Falando nisso… já ouviram falar dos quatro cavaleiros do apocalipse: Fome, Peste, Guerra e Morte que viriam dos quatro cantos do mundo anunciando o seu fim? Talvez eles estejam mais próximos do que imaginamos!

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