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Um Encontro Inesperado [Capítulo III]

Marc Chagall

Le Paradis - Marc Chagall

Um anjo chamado Inês

Mário bebeu um golo de whisky – iria parar de beber dentro de dias, quando fosse ao médico, pensou, então tinha que aproveitar.

Em frente ao televisor, com o filho encostado no seu ombro, Mário aninhou-se confortavelmente no sofá. No ecrã surgiu uma estrada de terra batida, repleta de cavaleiros, soldados a pé e pessoas do povo. Os seus olhos eram espelhos de terror e cansaço, e, às costas, ou à cabeça, carregavam trouxas com os parcos haveres. Era uma fuga. Mário viu-se a caminhar, num passo arrastado e com as roupas em desalinho. No seu rosto, transpirado e tenso, lia-se o desânimo. Parou e sentou-se debaixo dum carvalho. Este, deveria ter surgido do nada, pois a única vegetação, que ladeava o caminho pedregoso, daquela paisagem montanhosa e fria, eram tufos de urzes amarelas. Cansado, fechou os olhos por momentos. Quando os abriu, mesmo à sua frente, sorria-lhe um anjo. Um pouco confuso, esfregou os olhos com as costas das mãos e procurou não perder, qualquer detalhe, daquela visão maravilhosa, enviada por algum deus benevolente. O seu rosto bonito exibia um sorriso promissor, enquanto as longas mãos lhe afagaram o rosto. Mário estremeceu, àquele toque macio e sensual. Era tudo o que ele precisava: um carinho. Ela sentou-se a seu lado e, lentamente, deitou-lhe a cabeça no colo voluptuoso, com aroma de alfazema. Mário acariciou-lhe o corpo nu. Ela segredou-lhe palavras apaixonadas ao ouvido. Sons doces, risinhos alegres, que o fizeram esquecer o peso que carregava no início da caminhada.

– Sou casado…

– E isso que importa? Eu estou aqui… para te amar.

– Eu não vou deixar a minha família, eles vão ali à frente, naquela multidão…

– Mas eu estarei aqui sempre para ti… caminho só, como tu. Os dois seremos uma só alma. E da amargura faremos prazeres e com a tristeza dançaremos, até ela se tornar alegria.

Mário afagou-lhe as mãos e beijou-lhas. Ela entregou-lhe o corpo. E Mário deu-lhe a alma, cansada e amarrotada. Ela alisou-lhe a alma e, com desenvoltura, própria de quem sabe o que faz, deu-lhe um jeitinho no ego. Mário exultou. Contou-lhe todos os seus problemas, tanto pessoais como profissionais. Ela ouviu as suas lamentações, durante horas, com um sorriso nos lábios vermelhos e uma doçura sem limites. Quando ele acabou, ela, com carinho e delicadeza, contou-lhe toda a sua vida.

Era uma vida triste, como as noites de Lua Nova, mas de todas as Luas se alimentava. Bela desde que nascera, fora joguete nas mãos de todos. Primeiro, fora Gata Borralheira, privada de ir à escola, para cuidar dos sobrinhos. Por isso mal sabia escrever. Depois conheceu um belo príncipe, que a tirou daquela vida de escrava, e com ele, se casou ainda adolescente. E logo de seguida tiveram dois filhos. Mas o seu príncipe – o único que amara verdadeiramente até agora –, enveredou por maus caminhos e morreu de overdose. E ela fez o que pôde pelos filhos pequenos. Jamais voltaria a ser escrava. Nunca mais as suas mãos seriam secas e ásperas. Não gostava de estudar. Por isso não se instruiu. Então, entrou sozinha, no mundo que o seu príncipe lhe apresentara em tempos. Era bonita, vistosa e apetecível. Era o que tinha para trocar por alimentos, roupas, cremes, maquilhagens e bebidas. E assim ganhava a vida, sem nunca se ter vendido, segredou-lhe, mordiscando-lhe a orelha. E Mário amou-a ainda mais. Porque ela era íntegra e genuína.

E depois seguiram caminho de mãos dadas. As estradas, empoeiradas, continuavam cheias de pessoas apressadas, para chegarem ilesas a algum lugar. Pararam em frente à porta do trabalho de Mário, ele abraçou-a apaixonadamente, sem nenhuma vontade de soltar o seu corpo. Prometeram encontrar-se à tarde.

Mário assustou-se, arrancado subitamente à gostosa sonolência em que se encontrava.

– Pai, viste como ele lutou em cima do cavalo? E como a espada dele não parava? Sempre no ar, sempre no ar… – disse André excitado.

– Sim filho, ele é um herói, o futuro rei. Mas vamos ver em silêncio. Depois discutimos o filme no fim, ok? – Mário não queria sair daquele semi-sonho, tão belo e envolvente. Queria lá ficar para sempre. Voltou a olhar atentamente para a televisão.

– Apaixonei-me por ti… e agora o que é que eu faço? – Disse ela afagando a sua nuca. Mário fechou os olhos, para sentir plenamente as suas mãos de fada. – Tu tens mulher e filhos…

Estavam sentados na mesa, numa estranha taberna de beira de estrada. Inexplicavelmente, os seus colegas de trabalho entravam e saíam de lá, como se fosse um hábito antigo. Mário olhou-a nos olhos.

– Eu também te amo… tu és a mulher da minha vida. Mas eu não posso abandonar a minha família. Não posso.

– Então vou perder-te… temos que nos ver mais vezes…

– Sim, meu amor. Eu vou tratar disso. Agora vamos sair daqui para qualquer sítio mais sossegado…

– Adoro-te muito…

Levantaram-se. Mário apresentou a sua sereia aos amigos “Esta é a Inês, uma amiga”, falava com aquele orgulho apaixonado, que não passa despercebido, ao mais distraído dos mortais. Ele agora só queria sair daquele cenário, pois sabia que todos estavam a julgá-los em silêncio.

Deambularam pelas ruas lamacentas e escuras, quase desertas, abraçados, como se fossem um só. Com ele, ela já não tinha necessidade, de continuar com o seu trabalho de alternadeira, em tabernas de terceira categoria. Já não precisaria de sentar-se ao colo dos homens e fazê-los beber cerveja. Ele iria ajudá-la. Ela ficou tão feliz, que, nos seus olhos, brilharam umas lágrimas rebeldes.

No quarto duma pensão bafienta, Mário amou-a uma e outra vez e esqueceu-se do mundo. Depois deu-lhe um presente. Ela sorriu como um anjo. Como ele adorava a sua espontaneidade. Um perfume. E dançou com o pequeno frasco na mão! Como era grato por a ter…

– Amor, estou sem dinheiro… o sujeito com quem vivia ainda não passou para meu nome a pensão do meu marido e o abono do meu filho… preciso de carregar o telemóvel…

– Eu carrego-te o telemóvel. – E da carteira tirou algumas notas de vinte – toma, aceita, é para o táxi…

Ela aceitou e com ar sério disse:

– Não costumo aceitar dinheiro de homens… mas agora preciso mesmo.

– Pai… olha agora! Não podes perder esta. É agora, nesta taberna, que ele faz aquela magia fixe! – Mário sobressaltou-se com a chamada de atenção do filho.

– Não vou perder…

Sentado numa cadeira estufada da tasca, as prostitutas pavoneavam-se. Os homens, cada vez mais bêbados e sem dinheiro, olhavam para elas com olhos gulosos. Um estalajadeiro encheu o copo de Mário, com whisky, servindo também a sua sedutora companheira.

– Mor, vamos dançar!

– Vai tu, meu anjo. Eu adoro ficar aqui a ver-te.

– Vou dançar só para ti…

E ela dançou, rodopiou e ondulou o corpo, naqueles gestos sensuais das strippers, enquanto olhava para o seu amado. Naquele momento, Mário soube o que era o céu. Dentro dum vestido provocante, com tantos olhares postos nela, aquela mulher tão bela, deixava os homens rendidos. Eles, os que dançavam na pista, roçarem o seu corpo no dela. Mas Inês repelia-os docemente, porque era a sua maneira de ser, embora eles vissem nisso, uma promessa. Mário viu-se a sorrir, vaidoso e poderoso, porque aquela que todos cobiçavam, era dele. Inês era só dele.

No ecrã da televisão, viam-se agora os cavaleiros, rumo a Norte, com um cenário montanhoso pela frente e Mário, naquele ambiente inóspito, falava ao telemóvel com o seu anjo. Diziam palavras doces. Faziam promessas de amor eterno. Mário estremeceu ao ouvi-la descrever a sua nudez. E, cada sussurro seu, fazia-o sentir as mais loucas sensações. Pássaros negros começaram a voar por cima dele. Pareciam aguardar a sua morte, para se poderem banquetear. Um bip-bip agudo, de mensagem a chegar, fê-los voar para longe. Então, Mário viu as fotos lindas que ela lhe enviava. Como era bela e erótica a sua pele macia!

Um efeito especial qualquer, colocou-o na cozinha duma taberna, onde os criados se atropelavam para servirem rapidamente os clientes. Sentada à mesa, com uma malga de sopa à frente, estava sentada Laura. Mário assustou-se. Com o seu jeito calmo e simpático parecia uma rainha. Ela olhou-o com ternura e convidou-o a sentar-se ao seu lado. A um olhar seu, logo um criado, esfarrapado e mal cheiroso, lhe serviu uma sopa, numa malga idêntica à dela. O seu aroma era apetitoso, embora o aspecto deixasse muito a desejar.

– O que fazes aqui, neste lugar horrível?

– Vim falar contigo. – Disse Laura.

– Podíamos falar em casa. Os cavaleiros negros estão quase a entrar em cena, depois haverá uma luta tremenda aqui dentro.

– Eu sei… não demoro muito. – Laura sorriu.

– Laura, se morrermos aqui, quero que saibas que amo a minha família acima de tudo.

– Mas eu já não te preencho.

– Os meus devaneios são só isso mesmo. Têm a importância que têm.

– Mas têm tanta importância para ti, que te esqueceste de nós.

– Não. Nunca te abandonaria, nem aos nossos filhos.

– Eu sei que não. Mas abandonaste o nosso amor. Desististes da nossa paixão. Não te culpo ou julgo. Mas, Little John parece-me que não é positivo, nem para mim, nem para ti, mantermos relações íntimas. Eu não me sinto feliz e penso que tu também não.

Mário nem queria acreditar no que ouvia. Mas eles eram marido e mulher. Tentou recordar-se da última vez que fizeram amor e não conseguiu. Fora há tanto tempo…

– Mas eu amo-te. Eu preciso da tua ajuda, para ultrapassar esta fase estranha e complicada da minha vida. Da nossa vida.

– Eu vou ajudar-te Little John. Como amiga. Como companheira de quarto. Nada mais. A nossa vida afectiva acabou. Tu vives a tua e eu a minha. Quando o tratamento terminar e tu já estiveres bem, falaremos de novo.

– Os cavaleiros negros estão às portas da cidade! Vão todos para casa. Não quero ninguém na minha taberna! Fora, fora! – Ouvia-se o patrão aos berros, do lado de fora da cozinha.

– Agora tenho que ir para o meu quarto. – Laura levantou-se e acompanhou-a uma velha de rosto simpático.

Mário pegou na malga de sopa, ainda fumegante, e bebeu um pouco. Estava deliciosa e confortou-lhe o estômago. Pensou que, se afastara demais de Laura. Agora não sabia quais eram os seus anseios, dúvidas ou desejos. Tinha deixado a mulher entregue a si mesma e desinteressara-se dela. Subitamente sentiu-se desamparado.

Lá fora, já se ouviam os cavalos a trotar. Um criado apressado pediu-lhe para ele se despachar, pois já não tinham muito tempo, para sair dali.

– É agora, pai, é agora que se vai dar a grande luta entre o Cavaleiro Negro e o misterioso Cavaleiro Banco! – Gritou André.

Mário levantou-se da mesa. Onde estaria o seu anjo? Com certeza tinha sido escorraçada da taberna, com as prostitutas comuns. Tinha que ir procurá-la. Saiu. Soldados e cavaleiros, todos vestidos de negro, tinham invadido as ruas da cidade. Mário andou na contra-mão, procurava atentamente a sua Inês. Espreitou para um beco escuro e estreito. Lá estava ela, aninhada nos braços de um jovem cavalheiro. Quando o viu, correu para ele abraçando-o.

– Tive tanto medo! Temi tanto que me tivesses deixado…

– Ela está comigo. – Disse o jovem que antes a abraçava.

– Mas agora está comigo! – Respondeu Mário em voz firme.

Sentaram-se os dois, perto das outras pessoas, que se escondiam no beco e aguardaram que o Cavaleiro Branco ganhasse a batalha.

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36 thoughts on “Um Encontro Inesperado [Capítulo III]

  1. Pingback: Ver! | Blog | Um Encontro Inesperado [Capítulo III]

  2. Ah, homens de meia idade se perdem em devaneios assim mesmo… Nem todos conseguem soltar das raízes e ganharem a mobilidade, mas… como sonham com isso. E acabam dando um jeitinho.

    Tá muito bom Luísa! Os segredinhos que o Mário guardava sob sua tranquilidade aparente, agora foram apresentados de forma sutil e delicada.

    Vamos aguardar, para saber de Inês, de Laura. E do filho mais velho, que pareceu-me ter uma orelha em pé, sobre esse assunto, no capítulo anterior.

    Beijos

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    • José,

      Arrisquei entrar nos devaneios masculinos. 😛
      Escolhi esta forma, porque me pareceu aquela, onde menos poderia errar. Provavelmente os homens não são tão românticos nos seus sonhos e recordações… 😛 😛

      Obrigadão pela força!

      Beijinhos!

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  3. JB, os sonhos, semi-sonhos, recordações, desejos… enfim toda essa panóplia de sentimentos que rondam o nosso cérebro, podem acabar em expressões conscientes, perfeitamente identificadas e da nossa inteira responsabilidade… penso eu… talvez não. Sei lá! 😛 😛

    Abração e obrigada por estares aqui!

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    • Meu amigo,

      Os seres humanos, às vezes, são um pouco egoístas. Outras vezes são muito exigentes… orgulhosos… doentes… enfim, são pessoas cheias de defeitos e qualidades também.
      Vamos aguardar, para ver o desenrolar dos acontecimentos…

      Muito obrigada por estares aqui! 🙂 🙂

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  4. Noooosssa!!! Não é à toa que sempre te considerei, desde que li os teus primeiros escritos, crônicas, e até teus argumentos, neste ou naquele comentário, uma artista… Pois aí está vc grande Lu! E, sem exagero, te digo: uma Diva da Literatura, tu és… pq deixas fluir cada sensação, cada toque, cada som…

    O teu estilo de dizer, contar, é adorável, apaixonante, (p/ ñ dizer intrigante, tipo uma coceira, rs!) O teu jeito meio que surreal de contar e de mostrar o comum, o nornal, é poesia pura, assim como foi este 3° capítulo, por onde eu simplesmente viajei, adorei… literal e emocionalmente.

    Parabéns! Não só pelo texto, mas tbm pelas imagens, que desde o início, estão a ilustrar o conto. Estou ansioso… conseguistes me prender em tua história.

    1 grande abraço, por cima e por entre o Oceano Atlântico pra vc, T adoro

    .

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    • Radi…

      Nem sei o que te dizer… MUITO OBRIGADA!… é o que me sai.
      Eu fico super feliz por ter conseguido comunicar-me neste capítulo. Foi uma experiência, que saiu um pouco fora do contexto da forma como estou a narrar a história, mas não resisti! 😉

      Um abraço muito apertado para ti! Se não te importas, recebe-o de balão, porque fui ao cabeleireiro e não quero despentear-me nas revoltas águas do atlântico! 😛 😛

      Beijinhos!

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  5. Luísa
    Antes de mais parabéns por teres feito uma selecção de quadros que eu gosto muito. Agora Marc Chagall, o anterior se não me engano foi o Matisse e o primeiro Picasso. Pensei que tinha sido um acaso, também não podes ser boa em tudo, mas afinal enganei-me, és mesmo boa em tudo rsrsrsr
    Este capítulo foi uma surpresa, julguei que a Laura é que iria dar que falar, mas não, ou quem sabe sim, aposto na Laura.

    Estava a ler este capitulo e de repente veio-me à cabeça o “Brida” a outra metade da laranja, que todos temos, nem que seja em sonho.

    Parabéns, escreves muito bem, só é pena uma coisa, é que demores um bocadinho. rsrsr
    Gostava mais de ter o livrinho para o poder ler de uma acentada, como sempre faço quando me sinto envolvida.

    Abraços

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    • Emilia,

      Eu já estive com “A outra metade da laranja” na mão e acabei por não comprar. Agora que falas nele vai já para a minha lista! 🙂

      Eu também sou como tu, custa-me muito ler um livro aos soluços. Assim, com hora marcada. É horrível! Mas como sabes publicar um livro no nosso país é tarefa muito difícil… isto, mesmo que eu tentasse transformar este conto num pequeno romance…

      Mas já chegaremos à Laura… a apresentação das personagens que suportam os seus sentimentos é importante. E essas pessoas por sua vez também sentem, sofrem e são felizes… enfim, meti-me numa grande salada! 😛 😛

      Grande abraço e obrigada pelo apoio!

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  6. Que escritora fantástica! Viajei juntamente com Mario, em seus devaneios (seriam etílicos, devido o whiskey? ou não?) Bem …o fato é que estou ficando ansiosa por ler mais e mais…. Parabéns, amiga Luíza. São pessoas como vc que conseguem fazer com que eu ainda me interesse pela Blogosfera, permeada por tanta mediocridade e arrogância. Um grande beijo!

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    • Neusa,

      Se calhar são devaneios dum homem comum, perturbado e com muitas dúvidas… talvez… também poderá ser a sua visão da realidade, dentro do contexto do álcool. Não me é muito fácil entrar nos mecanismos da mente dos homens… 😛 😛

      Muito obrigada por estares aqui e pelo teu incentivo! São os amigos que aqui vêm que me dão alento para continuar esta aventura! 🙂

      Beijinhos!

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  7. Oi Luísa,

    Nossa, tô adorando esta tua história! Uma coisa que gosto nas minhas leituras (e já li bastante nessa vida) é o fator surpresa. E é o que percebi neste capítulo agora. Me preparei para sair com a Laura e acabei embarcando no “passeio” do marido que me pareceu tão tranquilo.

    Sempre achei interessante nas pessoas a parte oculta, o que não é visto, apenas vislumbrado, o que não é dito, apenas murmurado.

    No caso desse teu personagem, quantas coisas ele não sabe sobre ele mesmo. Ele desampara, mas é ele que se sente desamparado…

    Sigo aguardando novas descobertas ansiosamente. Tua narrativa flui, flui e não dá vontade de parar de ler…

    Eu sou daquelas que já vi o dia amanhecer tentando terminar um livro e depois ficava me odiando no trabalho…rs.

    E também te confesso que quando ficava muito curiosa para saber sobre algum enigma proposto num determinado livro, não aguentava esperar e pulava várias páginas para saber de uma vez o que iria acontecer…

    Aqui não vai ter jeito, já vi vou ter que esperar…rs.

    Muito, mas muito bom mesmo!

    Bjs

    Denize

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    • Denize,

      Tentar explorar, sem preconceitos e pondo de lado os valores que nos foram incutidos desde que nascemos, não é fácil. Agora, tentar perceber o que se passa na mente de um homem, é uma tarefa quase impossível. Porque eles defendem-se dizendo que têm só dois botões – on e off – mas eu não acredito nisso! 😛 😛

      Sabes, eu também detesto ler aos saltinhos. Mas aqui não há outra hipótese! 😉

      Muito obrigada por estares aqui, minha querida, a tua opinião é muito importante!

      Beijocas!

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  8. Olá minha querida amiga Luisa,

    Adorei ler o terceiro capítulo, mas querida, queria continuar…. sem parar…. ler tudo …até terminar. É tão envolvente….

    O coração calado de Mario alimenta um amor com o ardor de uma paixão instantânea…
    Será que a felicidade que Inês lhe proporciona subsistirá ao amor constante de Laura?
    Será que Inês sairá do patamar dos sonhos para a vida real?
    Qual a reação de Laura?? Quantas perguntas…
    Os sentimentos são tão particulares e intrínsecos que não adianta ficar fazendo suposições. O jeito é esperar a próxima semana.
    Beijos em seu coração.
    Carinhoso e fraternal abraço,
    Vovó Lili

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    • Olá Lilian, querida!

      A tua presença nesta minha empreitada é tão importante!
      E se Mário estiver simplesmente a “dourar” a realidade? Se a sua mente se recusa a aceitar uma realidade muito mais amarga? Vamos ver… 😛

      Muito obrigada pelo teu incentivo, minha amiga! 🙂

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  9. Olá Luísa querida!
    Aos poucos vamos conhecendo os sentimentos de cada personagem… No caso de Mário, encontramos em seus “sonhos” algumas pistas da vida real…
    Gostei da escrita, poética, e da forma como você conduziu com tamanho romantismo esse devaneio de Mário!
    Vou aguardar o próximo capítulo!
    Parabéns, minha linda!
    Grande beijo,
    Jackie

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    • Jackie,

      Eu estava com muito receio que a introdução de outro tipo de narrativa, viesse desestabilizar a sequência da história, mas fico feliz por verificar que foi perfeitamente entendida.

      Muito obrigada pela tua apreciação!
      Muito obrigada pelo incentivo!

      Grande beijinho!

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  10. Lu, bela d’além mar, lendo tuas respostas aos comentários, não resisti… peço licença, para entrar de novo, no debate: já ouvistes tu, qualquer composição grandiosa onde que não tivesse, ou tenha, mudanças inesperadas em tons e timbres? Impossível. Não ouso pergurtar quantos capítulos terá o “Encontro Inesperado”… mas sei, que dividindo-os em “4 estações”, ao final, teremos perfeição; uma orquestra… Por içço, te digo, nunca, nunca, tenha medo em “fazer variantes” e improvisos sobre o teu estilo de escrever; afinal, arte só é Arte quando ousa e sái da fôrma e da forma… Quando voltares à narração “normal”, certamente terás abandonado teus pincéis e telas… então, continue sempre, a misturar tudo e cada coisa, ao nada e à ninguém… e a vida real, certamente agradecerá…

    1 Bjo, R.

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    • Olá Radi, querido mistério tropical! Eu sabia que, o sorriso que o Sol faz, quando – de vez em quando – espreita pela capa cinzenta, em que se envolveu, era para mim! 🙂
      Era teu! Apesar de, quase nunca darmos conta, a natureza manifesta-se primeiro que a tecnologia.

      Às vezes fico a pensar que, a mudança brusca na narração pode perturbar a compreensão da história – que é simples e perfeitamente identificável – mas vieste dar-me uma convicção: cada personagem, cada ideia, cada estado de espírito, tem a sua própria música. Umas vezes suave, às vezes acordes desconexos, outras o ribombar assustador dum bombo!

      Obrigada, obrigada! 🙂
      Um abraço apertado e um grande beijinho.

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  11. Querida Luisa

    Que bem que estás a escrever!
    Está a ficar muito interessante e misterioso o teu conto:

    Essa do Mario enfrascado em wisky faz-me lembrar alguem…rsrsrs…entram em devaneios…rsrsrs…mas torna-se envolvente!

    beijos
    joana

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    • Olá Joana!!

      É verdade, o Mário parece estar com alguns problemas!… 🙂
      Vamos até que ponto eles vão influenciar a família. 😛

      Muito obrigada pela participação.

      Beijos!

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  12. “afinal, arte só é Arte quando ousa e sái da fôrma e da forma… Quando voltares à narração “normal”, certamente terás abandonado teus pincéis e telas…

    e a vida real, certamente agradecerá…”

    Mais do que verdade!
    Afinal, esta sua mudada de estilo criou uma espécie de tensão, além de nos mostrar mais um aspecto da vida da família retratada no conto. E foi uma mudança mais subjetiva, por se tratar do sonho (ou delírio) de nosso amigo Mário, amante do whiskey.

    Foi um passo ousado executado com charme, mesmo sendo um pouco melancólico, como eu disse.
    Uma melancolia elegante.

    E ainda me deixou mais curioso sobre o que nossa amiga Laura vai aprontar nesse passeio, toda bonitona e cheirosa, haha!

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    • Bom dia, Marlon!

      Xiii… fico tão contente pelo teu apoio! 🙂

      Sabes, eu tenho alguma dificuldade em expressar os sentimentos de forma directa. Muito mais ainda, quando se trata do sentir de alguém, cujas acções não correspondem ao que sente, como verás mais tarde. Mas, independentemente disso, eu gosto de experimentar e faço-o bastantes vezes em pequenos textos, mas este escrito é uma história e fico um pouco insegura, se isso não irá perturbar a compreensão (do conto) do leitor.

      Por outro lado, como esta é uma história tão simples (enredo vulgar de problemas domésticos) e decorre num curto espaço de tempo (tarde-noite-madrugada), pensei que teria de explorar os milhões de pensamentos que nos ocorrem durante o dia e que, muitas vezes, nem nos apercebemos.

      Obrigadão, do coração, pelas tuas palavras de incentivo.

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      • Interessante isso de abordar os pensamentos dos personagens.
        Sempre gostei disso, nos dá uma dimensão maior da situação.

        Mas o que eu disse trata-se apenas do reconhecimento que você merece, pois essa história está bastante interessante.
        =D

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  13. No segundo capítulo, achei que fosse a mulher quem iria ter muitas aventuras, mas foi o homem quem acabou tendo sonhos acordado.

    A ficção ficou bem próxima da realidade, por isso tornou-se bem compreensível, parabéns pela visão acertada do mundo masculino.

    ABS

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    • Olá Jânio!

      Mas o conto ainda não acabou… 😛
      Os sonhos dos homens (e mulheres) por vezes, quando estes estão perturbados, mal se distinguem da realidade…

      Muito obrigada por estares aqui!

      Abraços!

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  14. Olá, Luísa! Desculpe-me a demora, mas estou aqui.

    Guria, por alguns parágrafos, foi difícil identificar a história, a mistura entre realidade + sonho + filme deixaram-me confuso, mas depois que entendi, foi um deleite, com certeza.

    Adorei a forma que você mesclou o sonho com o filme e os devaneios de Mário. O tom de desespero no final deu um toque especial. Ficar ou não com a família? Largar tudo pra buscar uma paixão que já não tem mais no próprio casamento, ou permanecer sem paixão? Acredito que terei boas novidades no próximo capítulo.

    Beijinhos

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  15. É dele o conflito, dos cavalheiros ambulantes, das tropas que dilaceram e estão prontas para atacar.

    Há homens que são assim mesmo. Não acreditam na transformação da vida, não aceitam o que já passou e se vestem de cavalheiros cheios de espadas e escudos. Esquecem-se das máscaras que lhe tampam a visão. E esquecem mais ainda que o amor, assim como as pessoas, se transforma e não tem mais aquele rompante… É outro jeito!

    Mas vamos que vamos…..

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