Início » ...em forma de Conto » Um Encontro Inesperado [Capítulo IV]

Um Encontro Inesperado [Capítulo IV]

Juan Gris

Guitarra Sobre Mesa - Juan Gris

Uma visão de Mário ao som de “Dunas”

Laura saiu e Miguel ficou, por momentos, a olhar para a porta fechada. Pegou no portátil, colocou-o cuidadosamente em cima da secretária e desligou-o. Depois, foi buscar a guitarra e voltou a sentar-se confortavelmente na cama. Baixinho, os seus dedos dançaram nas cordas e, o som de “Dunas”, espalhou-se pelo quarto. Sabiam de cor aqueles acordes, há anos, e tocavam sozinhos, sem precisarem de orientação.

Tinha gostado de ver a mãe, natural, leve e bonita, como se fosse hábito sair à noite todos os dias. Ela merecia toda a paz do mundo. Já tinha a sua dose de batalhas e precisava de sarar as feridas. Não percebia, porque é que ela tornava as coisas tão difíceis, para si própria. Os adultos tinham a mania de complicar o que era simples. Até parecia, que encontravam um gozo especial em sofrer.

O pai… o seu herói, quantas vezes o seu companheiro de jogos e brincadeiras, o camarada, que lhe tinha tentado ensinar a conquistar uma mulher e que, quando ele fez treze anos, embrulhou uma caixa de preservativos e lha deu de presente… – riu-se, ao recordar como tinha ficado envergonhado – Esse homem, tinha-se transformado num verdadeiro energúmeno. Às vezes odiava-o furiosamente. Quase sempre bêbado, fazia da família o escape das suas frustrações. A mãe era quem mais sofria a sua rudeza. Tornara-se ordinário e tratava a mulher abaixo de cão. Chegava a humilhá-la em frente aos filhos. Por vezes, tinha que pegar no irmão e sair com ele até ao parque, ou então levá-lo para o seu quarto, colocar uma música bem alto – para que a criança não se apercebesse dos berros e impropérios do pai – e jogar com ele, qualquer jogo na playstation. O pai estava a transformar a vida de todos, num verdadeiro inferno.

Uma vez, ao entrar na cozinha vira o pai, com o braço levantado e o punho cerrado, crescendo para a mãe. Ela esgueirou-se e ele caiu com o seu próprio impulso. Estava tão cheio de álcool, que não conseguiu levantar-se sozinho. Então aí tomou uma decisão: não sairia do pé da mãe, enquanto não falassem de adulto para adulto. Ela evitava sempre, conversar com clareza sobre o pai, dizia apenas que ele estava doente e precisava da ajuda da família. Mas hoje não seria assim.

– Mãe, se eu vejo o pai levantar-te a mão outra vez, eu juro que lhe dou um soco! Estou-me nas tintas para que seja meu pai, ou que esteja bêbado. – Disse Miguel dominado pela raiva e ressentimento.

Entretanto o pai, no chão, chorava e pedia desculpas à mãe e ao filho, numa incoerência de dar dó. Os dois conseguiram acalmá-lo, levantá-lo e levá-lo para a cama. Quando saíram do quarto, Miguel pegou na mão da mãe, levou-a para a sala e fê-la sentar num sofá.

– Mãe, eu tenho quase dezoito anos. Lembras-te, sempre me dissestes que era muito bom partilhar as alegrias, mas que era vital partilhar as angústias, para pudermos caminhar, mais leves e confiantes? Eu sempre achei que essa conversa era uma grande tanga… mas, à medida que o tempo vai passando, vou percebendo que é preciso desabafar o que nos pesa, embora isso não seja fácil…

– Tu acabaste de ver, Miguel, o paizinho não está bem. Ele precisa da nossa ajuda… – começou Laura, mas o filho interrompeu-a, disparando o que lhe ia na alma, à velocidade de uma metralhadora.

– Também vejo que ele te humilha, mesmo quando não está assim tão bêbado. Também vejo que ele não vem dormir a casa, duas ou três vezes por semana. Também vejo que ele não fala comigo há meses, nem se interessa pelo andamento dos meus estudos, ou da minha vida pessoal. Também vejo que ele se descarta do André, sempre que o puto vai ter com ele. Também vejo que ele se está nas tintas, para que tu estejas doente ou arrasada. Também vejo que ele se fecha no quarto, quando não fica fora de casa. Também vejo que ele te ignora, como se fosses uma peça de mobiliário. Também vejo que ele te trata como se fosses sua criada. Também vejo que ele apenas pensa nele e se está nas tintas para todos nós! – Cada palavra do jovem era um grito de raiva, presa na garganta durante tempo demais.

– Não podes julgar o pai só pelo que vês, filho, assim de ânimo leve. – Disse Laura com firmeza – Vou tentar resumir-te os acontecimentos dos últimos meses. Lembras-te que, no ano passado, quando o pai mudou de secção, lá na empresa, eu comecei a trabalhar por conta própria.

– Sim, ele fartou-se de protestar, não gostava do trabalho, não conhecia muito bem os colegas e passou a dizer mal de todos…

– É verdade, se analisares com atenção verificarás que foi aí, que o comportamento dele começou a alterar-se. No mesmo momento, eu andava completamente embrenhada na minha nova actividade, sem tempo para respirar e dei pouca atenção – para não dizer nenhuma – a todos os sinais que o pai me enviava. Ele precisava do meu apoio e carinho, mas eu nem sequer vi isso, porque estava demasiado ocupada, na resolução dos meus próprios problemas.

– Mas tu tinhas montes de trabalho e andavas arrasada – eu lembro-me bem – e ele também não levantou um dedo para te ajudar!

– Foi isso que eu também pensei, filho. E hoje, tenho a certeza que estava errada. Acreditei que, se o pai não se interessava pela minha nova actividade, nem ligava nenhuma ao meu cansaço ou à casa, eu só tinha era que não ocupar a minha cabeça, com as lamentações dele. Estava convencida que, as minhas preocupações, eram consideravelmente maiores do que as dele. Ele apenas tinha mudado de secção – isso não iria influenciar o seu modo de vida nem o seu salário no final do mês -, eu tinha alterado completamente a minha carreira profissional e nesse tempo nem sabia quando iria ter um salário no final do mês. E assim, isolados, fazendo questão em não comunicar, ficamos cada um para seu lado a resolver a nossa vida. Acabamos por nos afastar demais. Criamos demasiadas barreiras, percebes filho?

– Mas tu continuaste cá em casa, a cuidar de nós como podias, inclusivamente do pai e ele resolveu ir arejar… curtir a noite todos os dias…

– Cada ser humano tem o seu próprio mecanismo de defesa. O pai, ao sentir-se rejeitado, afasta-se…

– Balelas… estás a tentar desculpar o indesculpável. Eu acho que o pai está a abusar cada vez mais. Só pensa nele. Não suporto que ele te ofenda… e sabes? Por mais que tu tentes proteger o André, ele apercebe-se de tudo. Outro dia, perguntou-me se vocês se iam separar, porque estavam sempre a brigar e o pai estava sempre aos berros. E outra coisa, mãe… o pai tem outra mulher, não tem?

– Fofinho… tens de perceber uma coisa: o pai, neste último ano, tem levado uma vida completamente desregrada, bebe abusivamente e tem mais uma série de problemas no trabalho, causados pelas suas atitudes e falta de interesse. Ele está com uma enorme depressão e se continuar a beber desta maneira, depressa se tornará alcoólico. E nós somos a família dele, temos que o ajudar a ultrapassar esta fase. Eu falei com o Dr. Paulo Gomes, mas o pai não foi comigo, como sabes ele pensa que pode ultrapassar tudo sozinho. Ele foi claro e acha que o pai precisa da ajuda dum especialista. Aconselhou-me a convencê-lo, calmamente, sem o fazer sentir que está a ser conduzido. Como se a decisão partisse dele, percebes filho? Esta deve ser a nossa primeira preocupação e eu conto com o teu apoio. Agora… respondendo à tua pergunta – disse Laura com um nó na garganta, que dava à sua voz um som rouco. Já estava arrependida antecipadamente pela resposta, mas o filho era teimoso e iria insistir na questão – sim, o pai tem outra relação.

Miguel ficou calado, por momentos. Apesar de ter a certeza, que o pai andava a enganar a mãe, não deixou de ficar chocado com as palavras de Laura. Com a raiva a espreitar dos olhos marejados e a impotência mal contida na voz, vestiu-se para a guerra:

– Mãe, se continuas casada com o pai, apenas por nossa causa, minha e do André, peço-te para não fazeres isso. Eu tenho quase dezoito anos, mãezinha, posso trabalhar e ajudar-te. Se não entrar na faculdade este ano, entro no próximo. Não podemos é continuar a viver neste inferno. Se ele tem outra pessoa, então essa gaja que o ature!

– As coisas não são tão simples assim… e não deves falar dessa maneira, de alguém que não conheces…

– Desculpa lá mãe, mas és muito mole. Às vezes desesperas-me!

– Não digas isso, meu anjo, o pai merece todo o nosso carinho e compreensão, embora isso não seja fácil. Além disso, ele pediu-me ajuda e eu não seria capaz de abandoná-lo agora, mesmo sabendo que ele tem outra pessoa a quem muito quer e que também o ama muito.

– Se o pai ama tanto essa… pessoa, porque não vai definitivamente viver com ela, em vez de nos fazer a vida negra a nós?

– Não sei filho, ao que percebi o pai não pretende viver com ela. Ele também está muito confuso, parece-me.

– Ele quer é curtir!… Entretanto, quando o pai estiver bem, a mulher maravilha, convence-o a ir viver com ela… aí tu é que ficas com uma depressão!

Laura não pôde deixar de rir da visão simples e realista do filho.

– Estas situações, quando acontecem, são sempre da responsabilidade dos dois, filho. Mas, para ficares mais descansado, digo-te que, nós apenas vivemos na mesma casa. A nossa relação enquanto casal acabou. Falamos disso recentemente e assim ficou acordado. Por isso, tecnicamente somos ambos livres. Eu não vou entrar em histeria, se o pai for viver com essa jovem, com quem namora, nem ele vai ficar admirado, se eu, eventualmente, começasse a namorar! – Brincou Laura para desanuviar o ambiente e sossegar o filho.

– Tenho um bocadinho de dificuldade em imaginar-te a namorar… Mas, de uma coisa eu tenho a certeza: devias sair, divertir-te… porque é que não aproveitas e vais com aquelas tuas colegas solteironas, que papam todas as “ladies night” das discotecas da moda? – Disse Miguel e riram-se os dois – ou então vai ao teatro, tu gostas tanto!

– Tens razão, um dia destes vou sair com elas! Não te preocupes demasiado com este problema, filho. Fica com a cabeça fria e estuda, isso é prioritário.

Os dedos de Miguel pararam de dedilhar as cordas da guitarra. Olhou outra vez para a porta do seu quarto e sorriu. O ambiente tinha melhorado, o pai tentava estar mais presente e tinha decidido ir ao psiquiatra. E a mãe… a mãe finalmente saíra da toca. Mesmo que fosse só jantar e fazer umas compras, já era um indício de que estava a criar o seu próprio espaço.

Pegou no telemóvel e olhou para ele durante longos segundos. A Rita não tinha dito nada. Ele não iria ligar-lhe, não queria que ela sequer imaginasse, que ele estava a rebaixar-se… Ela que ligasse, se quisesse fazer as pazes. O seu rosto endureceu.

MyFreeCopyright.com Registered & Protected

Anúncios

38 thoughts on “Um Encontro Inesperado [Capítulo IV]

  1. Pingback: Ver! | Blog | Um Encontro Inesperado [Capítulo IV]

  2. Pingback: Um Encontro Inesperado [Capítulo IV] - Plik

  3. mmm bem que eu desconfiava da “sabedoria” do menino. Difícil deixar escapar dos seus olhos alguma coisa. E fantástico como você construiu essa amizade entre filho e mãe. Essa conversa aberta, cheia de contrapontos e oposto, mas aparados pelo carinho.

    Da vontade de ler, cada vez mais, até desvendar a noite e os sentimentos de Laura.

    Beijos

    Gostar

    • José, os filhos sabem sempre mais do que aquilo que pensamos. Ou pelo menos percebem que algo não está a correr bem, nesta ou naquela vertente. 😛

      Aqui há umas semanas a minha filha mais nova, assim do nada (eu tive todo o cuidado em não discutir a questão em causa perto dela), perguntou-me se a avozinha estava doente. Eu disse-lhe que não e perguntei porque fazia ela aquela pergunta. A sua resposta foi lógica e simples: “antes não ligavas à avó tantas vezes por dia”.

      Obrigada amigo!

      Beijos!

      Gostar

  4. Oi minha querida…. saudade de você!
    Luíza, está sendo brilhante a forma como você vem colocando um problema da vida conjugal…. Paciência, compreensão, saber fazer os filhos enxergarem os fios diferentes que são as relações de pais e filhos e as relações de marido e mulher.
    Também a escolha de apenas viver na mesma casa que tem muitos casais… sem a coragem de ir viver suas próprias vidas!
    Bonita a atitude da Laura em entender e ajudar o marido…. mas me pergunto, será que continuar junto é o melhor caminho, ou apenas uma falta de coragem de lutar?
    Beijo no coração

    Gostar

    • Valéria, eu também tenho saudades dum “papinho” contigo! Temos que nos encontrar e tomar um cafézinho. 🙂

      Quanto à Laura, eu conheço pelo menos uma pessoa assim, com aquela grandeza d’alma. Acho que foi ela que me inspirou! 😛 Mas eu penso que esta Laura está com alguns problemas de se encontrar, pelo menos no mundo físico. Às vezes há um espaço de ninguém, entre o sentir-se livre e praticar essa liberdade.

      Um grande beijinho!

      Gostar

  5. Muito legal Luisa!
    Ahã, mas vem cá.
    Essa Laura é divina, como suporta tudo com enorme paciência, até outra?
    Comentei que estava com dó do marido, mas agora descobri que ele é um enorme sacana!
    Sei não, mas Laura está desabrochando, logo, logo… Não é não!?
    Abração!

    Gostar

  6. Os grandes males da humanidade, inclusive e principalmente em familia, é que os membros acabam não se conversando, não demonstrando por palavras os seus sentimentos, seus medos, suas angustias, e nem todas as pessoas tem a capacidade e nem querem simplesmente deduzir alguma coisa. Então, muita coisa que poderia ser evitada por uma conversa sincera se transforma em decepções e amarguras …. e destrói vários relacionamentos.

    Gostar

    • JB, eu também acho isso. É a falta de diálogo e as atitudes infantis (se ele/ela não faz eu também não), que geram fossos entre os casais. Às vezes são tão fundos, que o remédio é mesmo a desfragmentação da família.

      Abração e muito obrigada, por estares aqui!

      Gostar

  7. Ainda que os casal tenha entrado em acordo, acho traição um dos maiores desrespeitos, isso sem falar no alcoólatra que bate na esposa!

    Agora torço ainda mais pela diversão de Laura em seu passeio!

    =D

    Gostar

  8. A falta de diálogo não é simplesmente um problema conjugal. Ela afeta milhares de seres humanos. O diálogo poderia evitar guerras e a morte de milhares de pessoas. Por isso, no meu entender, a falta de comunicação é dos grandes problemas enfrentados pela humanidade.

    Mas é na familia que ele gera os impactos mais doloridos, porque separa e destrói sonhos.

    Adorei seu post!

    Um grande abraço, Ana…

    Gostar

  9. Olá Luísa querida!!
    Estou surpresa!!! Imaginava um outro Mário…kkkkkk…e agora, depois desse desabafo do filho e o relato dos momentos presenciados, estou percebendo que essa família está passando por uma fase de grandes transformações e descobertas! Muito boa essa forma de construção que você está usando, Luísa… Aos poucos vai montando uma colcha de retalhos…agora só espero para ver como ela ficará no final!
    Parabéns pela leveza da escrita! Degustei cada palavra, cada relato… um diálogo franco e sincero, como deveria ser em muitas famílias!
    Grande beijo,
    Jackie

    Gostar

    • Jackie, olá! 🙂

      Na realidade não é muito fácil comunicar com filhos adolescentes. Mas, curiosamente, embora eles não gostem muito de desvendar os seus problemas do dia a dia (faltar a uma aula, brigas com namorada(o), falta de vontade de estudar, etc.), quando se apercebem que os pais estão com alguma dificuldade, chegam-se à frente.

      Muito obrigada pela participação!

      Beijinhos!

      Gostar

  10. Luísa, que sangue frio esse da laura! Tem que ter muita confiança em si, pra lidar com esse tipo de situações. Só por isso já estou gostando bastante da Laura. 🙂

    Bom, pelo menos estou sabendo que os devaneios de Mário não eram pura ilusão, mas algo concreto, algo que realmente está acontecendo.
    Agora vem a pergunta. Será que Laura irá conhecer alguém? Será que o marido irá morrer ou afastar-se com a Inés? Hum… estou curioso pelos próximos capítulos! 😀

    Beijão, Luísa!

    Gostar

    • Fábio,

      A ideia é mostrar a perturbação de Mário. Não só aquela que é provocada por uma vida desregrada, mas também as suas dúvidas e conflitos interiores, que podem ser gerados, quando ele tem que fazer opções.

      Ah… eu era incapaz de matar o Mário! 😛 😛 E vai daí, talvez fosse uma boa ideia. Ficava logo com esse assunto arrumado!

      Beijos e obrigada por estares aqui!

      Gostar

  11. O Miguel é curto e grosso quando se trata de praticidade : “vamos então,mãezinha, cada um para o seu lado”, rs! Explosivo,como todo adolescente,ao menos teve a mente aberta para entender o que a D. Laura, tranquila como sempre, lhe mostrou. Ele é com certeza,um gajo inteligente, mas traz um pouco da cabeça dura e orgulho do pai; tá brigado com a namorada, morrendo de vontade de ligar, de falar e, ainda assim, espera que a iniciativa seja dela… Ave Maria, nóis hómi é tudo igualzyn mermo, rs!

    Um abração pra vc, Lu!

    P.S. Ouvi a música citada. É muito bonita. É do GNR, correto?

    Gostar

    • 😛 😛 😛
      Estou para aqui a rir-me para a tela do PC, como uma perdida, hómi!

      Pois é, Radi, daquilo que eu me lembro da minha adolescência (eu não era pêra doce, era assim mais para o tomate maduro – se me apertavam demais, havia polpa sangrenta por todo o lado…) e por ter dois filhos nesta fase maravilhosa, maravilhosa, e inspiradora, penso que, de uma maneira geral, os adolescentes não têm muita paciência, são práticos e avaliam os factos como os vêm. Às vezes vêem um bocadinho mais além… mas são momentos breves! 😀 😀

      Que bom que ouviste e gostaste dos GNR, Dunas é uma das minhas preferidas. Agora que falaste no assunto, lembrei-me que poderia ter posto o link no nome da música. Se se proporcionar noutro capítulo, faço isso!

      Muito obrigada por vires aqui. Grande abraço!

      Gostar

  12. Suspeitei desde o princípio….kkkkkk
    O Mario, além de alcoólatra, é adúltero! A Laura deve ter lá um complexo de culpa, pra aturar isso tudo.. E enquanto isso, quem sofre são os filhos…, que não têm culpa de nada e nem pediram para nascer. Vamos aguardar…
    Enquanto isso, só quero dizer-lhe que seus escritos são tão bons que chegam a me lembrar de Eça de Queirós! Parabéns Luísa!
    Envie logo o próximo capítulo pois, como já lhe disse, sofro de ansiedade! rs rs
    BEIJOSSSSSSSSS

    Gostar

    • 😛 😛 😛 Desconfiadinha…

      Fiesta, obrigada pela força! Na verdade esta é uma história muito simples, do dia a dia de uma família da classe média. Estes problemas, alcoolismo, violência doméstica, drogas, adultério, muitas vezes camuflados, acontecem mais vezes do que aquilo que pensamos.

      Beijocas!

      Gostar

  13. Luisa

    Ainda bem que a familia se está a compôr,cada um por caminho certo,por agora…o que virá depois…fico ansiosa por saber…

    Saiste uma grande escritora,amiga!!!!!!!!!!…Está muito interessante e envolvente.
    beijos
    joana

    Gostar

  14. Luísa a vida é exactamente assim meio complicada.
    Pela minha parte tento simplificar e entender as coisas tal como a Laura.
    Estou divorciada há uns 15 ou 16 anos, nunca entre nós houve conflitos, mas ninguém está livre de se apaixonar e por isso ele resolveu sair de casa Procuramos sempre por causa das filhas manter uma boa relação, relação essa, que acabou por se tornar tão próxima, que mesmo agora, estando novamente casada o meu ex vem todos os domingos almoçar a minha casa. É um hábito muito antigo na minha família, o almoço de domingo ser em casa da matriarca, que neste caso sou eu, por cedência da minha mãe. Entendi perfeitamente a Laura, não entendo o Mário por que não se pode ter pau e bola, isso é pior para os filhos do que uma separação. A atitude do Miguel era de esperar, parece ser bastante acertivo.
    O conto está empolgante, parabéns.

    Abraços

    Gostar

    • Olá Emília!

      Eu também sou uma pessoa prática e racional. Mas francamente, não tenho nem 1/10 da paciência de Laura… sem grandes confusões ou sequer brigas, teria definido logo a situação. 😛 😛

      Muito obrigada por estares aqui a incentivar-me!

      Grande abraço!

      Gostar

  15. Lu,

    A falta de diálogo entre casais sempre gera um afastamento, seja por rejeição ou mágoa. Entretanto, não acredito que esse episódio tenha sido o único a contribuir para o afastamento.
    Quanto ao adolescente, são todos iguais! Tenho com o meu conversas francas e também ele é explosivo nas decisões. Mas no final, sempre damos boas risadas.
    bjks

    Gostar

    • Sabes, Valéria, como diz o Miguel, eu penso que também sou muito “mole”. Acho que aí me identifico um pouco com Laura. Seja qual for o assunto (mas principalmente em termos profissionais), sou incapaz de não ajudar, mesmo depois de ter “apanhado” alguma decepção.

      Beijocas!

      Gostar

  16. Olá luisa:

    Vida moderna, família moderna.

    Até que parece, tudo está bem resolvido nesse drama familiar.

    Espero que não seja baseada em fatos reais, pois na vida real tudo acaba de maneira inesperada. rsrs

    Parabéns pelo texto.

    ABS

    Gostar

    • Jânio, a história é pura ficção. Mas onde vamos nós buscá-la, senão a pequenos factos, nossos ou de outras pessoas… sentimentos que, às vezes nos assolam, ou até por ouvir dizer.

      Abração!

      Gostar

  17. Olá miha querida Luísa,

    Desculpe-me pelo atraso, mas estive doente, hospitalizada e entrei muito pouco na internet para ver os amigos.
    Mas não via o momento de ler a continuação de seu magnífico conto, tão entusiasmada fiquei com a história dessa família.
    Em pé, aplaudo a atitude cristã e amorosa de Laura, que apesar de sofrer as agruras de viver com um marido bêbado e que a destrata, tenta apaziguar os ânimos para que a integridade familiar permaneça sólida, procurando que os filhos mantenham respeito ao pai, e tentando transformar ou disfarçar os maltratos do pai em doença aos olhos dos filhos e ainda buscando abrigar-lhe em suas necessidades.
    Essa, querida amiga, é uma história bem real na vida de muitos casais e a mulher, na mesma situação da Laura, engole sapos, se desdobra em trabalho, se desgasta, tudo para manter a unidade e a paz na família.
    Bravo! Bravo! Minha linda escritora. Parabéns pelo sucesso que tem alcançado.
    Beijo e seu coração e fique na paz do Senhor.
    Carinhoso e fraternal abraço,
    Lilian – Vovó Lili

    Gostar

    • Lilian,

      Muito obrigada por estares aqui, minha querida amiga, por me trazeres essas lindas palavras de apoio e incentivo. Peço desculpa por só responder agora, mas a minha disponibilidade não tem sido grande! 🙂

      Beijinhos!

      Gostar

Bote abaixo!...

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s