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Um Encontro Inesperado [Capítulo V]

Abel Manta

Apolo e as Musas - Abel Manta

Em busca de novos sabores para a vida

Mário levantou-se do sofá e viu as horas. Eram seis e meia da tarde. O filme, que estivera a ver com o filho mais novo, terminara. Laura, já devia ter chegado ao shopping, ele tinha que orientar o pequeno André.

– Pai posso ir a casa do Gonçalo, só um bocadinho? – Perguntou André, com o olhar suplicante.

– Já são mais de seis horas, filho. Brincas amanhã com o Gonçalo, agora tens que tomar banho. Vá lá, banheira contigo!

– Pai vá lá… deixa lá, é só um bocadinho!

– Banheira… Já! – Mário abriu muito os olhos, numa careta engraçada. André riu-se e foi para a casa de banho.

– Pai, depois posso ir jogar computador? – Perguntou, enquanto se despia.

– Claro. Até à hora de jantar, podes fazer o que quiseres!

– Fixe! – Respondeu o garoto, radiante, entrando na banheira.

– Posso filho? – Perguntou Mário, abrindo a porta do quarto de Miguel.

– Claro, paizão, entra! – Convidou o rapaz.

– Estás a estudar?

– Nã… Ando a ver se encontro a vontade! Viste-a por aí? – Riu-se.

– Como é que queres que a tenha visto? Ela é tão pequenina e eu tenho que ir ao oftalmologista! – E riram os dois com gosto. – Tens de procurar melhor, filho, os exames estão aí… e a mãe pensa que tu andas um pouco disperso. Está preocupada.

– Eu sei pai. Eu falo com a mãe, não te preocupes, está tudo controlado. Mas hoje não vou pegar num livro! É sexta-feira e vou descansar. Queres ver um filme, logo à noite? Tenho aqui alguns porreiros!

– Tá combinado. Mas só depois de deitar o André, ok? – Disse o pai.

– Claro! E outra coisa, senhor Mário… – Disse o rapaz, com do indicador em riste, como quem fala a uma criança. – Hoje, vais dar cabo do estômago, com Coca-Cola!

– Isso é tortura! – Sorriu. – Mas aceito! – Ele sabia, que o filho, também estava preocupado com a sua saúde.

– Vou ver, o que é que a D. Laura, nos deixou para jantar! – Disse Miguel, em tom de conspiração, levantando-se.

Mário entrou no seu quarto e fechou a porta. Estendeu-se na cama e pensou vagamente na sua vida. Devagarinho, pensamentos sombrios e desconexos invadiram o seu cérebro. Levou o copo de whisky à boca e bebeu, o que restava, de um só trago. Encostou-se confortavelmente, nas almofadas da cama e cerrou as pálpebras. A família enchia-o de paz e orgulho, mas, ele e Laura, não eram um casal comum. Viviam na mesma casa e estavam a criar os filhos. Eram amigos. Apenas isso.

Tinham deixado, o casamento deles, demolir-se lentamente, pedra por pedra, e, subitamente, as paredes que ainda se conservavam erguidas, ruíram, quando ele conheceu e se apaixonou por outra mulher. Tudo se tinha desenrolado, num período conturbado da vida de ambos.

Há alguns anos que, Mário vinha a sentir, uma estranha sensação de aprisionamento. Nem sabia bem se era aprisionamento, era mais um querer viver algo diferente. A sua mente, não sabia precisar, o singular negro que a absorvia, ou quando isso lhe acontecera a primeira vez. Talvez tivesse sido, depois do nascimento de André.

– Mas fui eu quem quis tanto ter outro filho. Fui eu que insisti e pedi e argumentei com Laura, até ela ceder…

O facto é que, com o nascimento do filho mais novo, esse sentir se agravou. Laura ficou ainda mais ocupada, mais ausente da sua vida e ele ficou cada vez mais voltado para dentro, contando as horas que faltavam, para sair, outra vez, para o trabalho. O casamento deles tornou-se monótono e desinteressante.

– Laura, logo venho um pouco mais tarde, vou ver o jogo com alguns colegas.

– Tá bem, Little John, não jantas lá, pois não?

– Não, claro que não…

A pouco e pouco, Mário foi-se embrulhando, nessa estranha necessidade, de estar longe de casa. Longe dos afazeres de todos os dias e das pequenas responsabilidades domésticas. Os meses passaram, ele começou a jantar fora, cada vez que, ia ver um jogo com os amigos. Ou mesmo sem jogo. Ou sem amigos.

– Mário, o que se passa contigo? Esta semana jantaste duas vezes em casa…

– Está tudo bem. Também tenho necessidade de conviver.

– Mas eu preciso de ajuda, ando tão cansada, Little John… Também preciso de me distrair, de sair desta rotina diária! Se ajudasses cá em casa, poderíamos conviver mais, com os nossos amigos, já reparaste?

Mas Mário não ouviu, só queria estar fora de casa. Só se sentia bem com aquelas pessoas, que conhecia nas esplanadas, com as quais passou a identificar-se e a chamar amigos. Os problemas no trabalho avolumavam-se e ele refugiou-se, então, nas noites intermináveis, de visitas a bares, acompanhado de jovens desinibidas e apetecíveis. Começou a beber demais e a sentir-se cada vez melhor, no seu novo mundo, onde vivia a anos-luz da Terra. Nesse estado de anestesia paradisíaca, lá ia engrossando o caudal dos seus problemas, profissionais e pessoais.

– Toda a culpa foi de Laura. – Mário falava consigo próprio, na tentativa de organizar as ideias. – Foi ela que deixou de me dar atenção e isso deixou-me infeliz… dispersou-me.

– Foi?!…

– Ela rodeou-se de uma irritante apatia e escondia-se nos cantos da casa, cada vez que me via. Arranjou uma enorme capa cinzenta e tapava-se com ela, sempre que eu me aproximava.

– Nunca tentaste arrancar-lha…

– Cala-te, não me confundas… foi ela que se tornou intolerante. Não queria fazer amor comigo, porque só queria dormir… deixou de falar comigo, porque só queria dormir, deixou de se rir com as minhas anedotas, porque só queria dormir.

– E tantas negativas, não te despertaram a curiosidade? Talvez às quatro ou seis da manhã, não fosse a hora ideal, para conversar, ou contar anedotas de bêbados, putas e gays…

– Mas eu precisava dela, porque sentia aquele apelo, cada vez mais forte. Era uma espécie de chamamento para o nada, como se o afastamento de casa, das responsabilidades e do trabalho, fosse a minha missão. Fiquei incapacitado, para ver além de mim. Apenas sentia, cada vez mais pesadas, a indiferença e a má vontade de Laura. Estava demasiado cansado, da guerra, que travava diariamente com o mundo e rendi-me. Um dia encontrei-a. Ali estava ela, sem preocupações, sem complicações, de braços e coração abertos para mim. E eu abracei-a. Amei-a. A sua doçura não dependia de prazos e, a sua atenção era igual, quer eu estivesse sóbrio ou bêbado. A sua vontade de fazer amor comigo, ultrapassava qualquer cansaço ou obstáculo. Senti-me querido e amado. Senti-me livre, liberto das minhas responsabilidades e das de Laura, que tão infeliz me faziam…

– Alivia-te acreditar que, sentires-te indesejado e ignorado, facilitou o teu voo, para onde eras querido e amado…

Mas, a dada altura, Mário não conseguia ser plenamente feliz com Inês. Começou a sentir dentro de si, um peso estranho. Uma espécie de dor no peito. Às vezes era tão intensa, que não o deixava desfrutar, plenamente, as suas noites de folia. Então, falou de Inês a Laura. A mulher ficou calada. Chocada. Fugiu-lhe a expressão do rosto e ele pensou que ela morrera. Após intermináveis segundos de agonia, o seu corpo, deu um sinal de vida, em forma de lágrimas, que não paravam de cair em cascata, dos seus olhos vítreos. Finalmente, falou e disse que, queria separar-se. Imediatamente. Mário estremeceu, ao recordar-se, de como ficou aterrado. Não esperava aquela reacção de Laura.

Passado o choque inicial, falaram calmamente. Ponderaram todas as cartas que estavam em jogo, analisaram o mais racionalmente possível a situação e decidiram continuar juntos. Ele não tinha a menor vontade de separar-se, a sua verdadeira vida estava junto da mulher e dos filhos. Amava Laura e queria dar aos filhos uma vida equilibrada, com o conforto e acompanhamento adequados. Por sua vez, Laura amava tanto o marido, que ficava completamente à deriva, só de imaginar o seu mundo diferente.

– Ahh… mas eu estava tão dividido, tão confuso. Tinha que fazer opções, escolher caminhos. Eles jamais se encontrariam, e, isso, deixava-me de rastos. Se por um lado, não queria perder a minha família, por outro era impossível abandonar alguém, por quem estava tão fascinado, alguém que me tinha dado a mão, quando eu precisei, alguém que tinha sempre o ombro disponível, para eu pousar a cabeça…

– E perguntaste-te porque tinhas que optar…

– Talvez, não me recordo. Apenas sentia medo de que, aquela antiga necessidade de me afastar, de me isolar, de me sentir bem na inércia de não sentir, voltasse. Aí ficaria de novo a pairar, sem chão. Nem os meus filhos e Laura, nem Inês. Não sei, a minha cabeça era uma autêntica batalha naval entre galeões e fragatas. Entre tiros de canhão e abordagens sangrentas, consegui falar a Laura da turbulência do meu espírito. Disse-lhe que iria deixar Inês, mas não queria fazê-lo de forma abrupta, como se ela fosse descartável.

– Disseste-lhe que, Inês tinha sido uma fase da tua vida. Que tudo tinha terminado… que, tal como tinha surgido, acabara. Disseste que a amavas…

– Pedi-lhe paciência e apoio. Não era fácil organizar na minha cabeça um corte radical com Inês. Laura compreendeu os meus conflitos.

– Acreditou em ti. Naquilo que lhe disseste.

– Ela também assumiu as suas responsabilidades. Também admitiu as suas falhas e medos. Nesse tempo, demos as mãos e cavalgamos juntos nessa estranha cruzada. Ambos acreditamos, que podíamos ultrapassar a situação.

– Mas tu fraquejaste. Não conseguiste cumprir a tua parte. Continuaste a encontrar-te com Inês e a perpetuar essa relação paralela. Mentias descaradamente a Laura…

– Não queria vê-la sofrer. Mas, enganá-la, desgostava-me…

– Nem pensaste no impacto que as tuas mentiras teriam nos sentimentos dela. Só pensavas no teu prazer.

Então, outros quereres o dominaram. Mas, não confessou, a Laura, os seus mais íntimos desejos. O que mais ansiava, era resolver os problemas em casa. Dar confiança a Laura e fazê-la acreditar que, o seu caso extraconjugal, tinha terminado definitivamente. Depois, com calma e a cabeça fria, manteria a sua relação com Inês. Seria fácil, para ele, encontrar-se com a amante, duas ou três vezes por semana, sem levantar qualquer suspeita. Só precisava que, a mulher, readquirisse confiança nele. Empenhou-se nesta empreitada.

Mas, toda esta loucura o deixou cada vez mais perdido. E começou a beber mais e mais. O álcool, não lhe deixava espaço para pensar, ou sequer sentir. Abriu, então, as portas de casa a alguém só desejada por ele, e que, a pouco e pouco, passou a estar sempre presente.

Passava horas com Inês ao telefone ou a enviar sms’s e ia deixando a família cada vez mais distante. Quase não falava, não jantava com os filhos e ignorava a mulher. Bebia cada vez mais. Tanto, que chegava a cair no caminho do quarto para a casa de banho. Ele raramente estava um dia sem beber e Laura ficava cada vez mais preocupada, com a sua falta de lucidez. Pedira-lhe para consultar um médico e procurar ajuda, pois estava a comprometer o seu trabalho. Mário nem queria ouvir falar em tal e acusava esposa de só saber chatear. Falava com a namorada sempre que lhe apetecia, pouco se importando com os sentimentos da mulher. Para ele estava tudo bem. Laura sabia da situação e ele já lhe tinha dito que relação tinha terminado, que eram apenas amigos. Concluía, na sua embriaguez e insensatez, que a mulher, só tinha mesmo era que esperar e ajudar. Continuou a sair com a jovem, cavando um fosso cada vez mais fundo, nas suas relações pessoais e profissionais. Nos poucos momentos de lucidez, Mário sabia que não estava a agir com correcção. E um dia, Laura, pôs termo à sua relação de tantos anos.

No abalo do choque, Mário considerou que Laura o tinha traído cruelmente. Mas depois de pensar bem, concluiu que ela tinha razão. Ela tinha o direito de se desligar dele e viver a sua vida. Mário estava agora, meio vazio de Laura e meio cheio de Inês. A sereia que o encantava, com o seu canto de prazeres inimagináveis, não conseguia povoar, todo o espaço do seu ser. Por isso, tinha decidido ir ao psiquiatra e tratar a bebedeira permanente. Apesar do vazio, que lhe trazia a ausência de calor e cumplicidade de Laura, sabia que podia contar com a sua sólida amizade e apoio.

Perguntou-se se Laura tinha algum caso. Nunca havia saído para jantar e ia tão bonita. Discreta, elegante, e com um não sei quê no olhar, algo que ele recordava vagamente de outros tempos. Abanou a cabeça e afastou o pensamento; claro que não havia nenhum caso na vida dela. Sorriu com pouca segurança e já um pouco tonto. Laura, já não tinha idade, para andar por aí a cirandar na mira de um novo amor. Ou mesmo um caso. Além disso, assim à primeira vista, ela não despertava um segundo olhar guloso de nenhum homem.

– Não estás a perceber, Mário! Laura não saiu à procura de qualquer amor. Ela apenas descobriu que está receptiva a um novo amor. E quem quer que perceba isso, não se importará com a cor dos seus cabelos, com o tamanho das mamas ou ausência de roupas!

– Acho que, não está de acordo com a sua estrutura psicológica, enganar-me, mesmo não havendo mais nada entre nós.

– Laura é livre!… O vosso vínculo terminou, ou já te esqueceste?

Abanou a cabeça de novo. Fosse como fosse, não estava de acordo, com a sua maneira de estar na vida. Os seus valores morais, não lhe permitiriam andar por aí com um gajo qualquer, mesmo sendo livre como um pássaro!

– Não estarás a confundir valores morais, com regras sociais? E já conheces Laura… ela não liga muito a regras sociais…

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31 thoughts on “Um Encontro Inesperado [Capítulo V]

  1. Muito bom Luísa!
    Escreves muito bem.
    Abordas muito bem o problema e caracterizas bem os principais personagens.
    Estão fantásticos, Mário e Laura. Parabéns

    Abs

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  2. Luísa, só uma palavra. Não, melhor duas, ou três. Ah, sei lá, uma dúzia, quem sabe!

    Está muito bom, moça! Deu pra sentir a vida de muitos de nós, em diversos tempos, sob variadas angústias.

    Fantástico mesmo!

    Beijos

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  3. Pois é, a mulher ouviu, entendeu, mas não compreendeu. E ele, com todas as evidências, ainda insiste em se machucar e a arrastar o seu bem mais precioso junto. Mas é como narra a história: Laura não saiu à procura de qualquer amor. Ela apenas descobriu que está receptiva a um novo amor. E quem quer que perceba isso, não se importará com a cor dos seus cabelos, com o tamanho das mamas ou ausência de roupas!”
    Um tempo, ahhh, o tempo, precioso para estas coisas. O ruim é quando depara-se com as respostas e o tempo já foi…

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  6. Olá Luisa:

    Você conseguiu criar um drama comum a todos nós, mas nem por isso fácil e de final previsível. Eu estou torcendo para os dois continuarem juntos, como conservador que sou.

    Apesar de achar difícil a vida voltar a ser como antes, espero realmente que eles consigam lembrar dos melhores momentos.

    ABS

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  7. Apesar do comportamento distante,o Mário ainda é um pai amoroso e seus devaneios indicam claramente, que ele quer mesmo mudar de vida,sair deçça situação nem um pouco agradável, com Laura. Porém, não quer largar o osso, a amante. Eu entendo muito bem o que seja tal coisa; assim como ele, já passei por içço… também já chorei, a devaneiar, a tomar vinho em um quarto vazio e, quando estava em casa, desejava estar no trabalho e depois do trabalho, nas ruas…

    A descrição do estado de espírito de D. Laura, envolta em uma enorme capa cinza, foi perfeita, Lu… já senti o que é içço e, assim como o Mário, eu não me esforçava por “despir” a amada. Deu no que deu: ela por lá, e eu por cá…

    Adorei mais este Capítulo,Lu, e esperarei sempre, un buon finale. Bjo pra vc!

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    • Radi, esta é uma história tão simples que, penso, todos os adultos já passaram algures, na sua vida, por uma situação ou um sentimento, ou uma crise idêntica. Algumas histórias serão mais complicadas, outras mais simples, mas “querer distância” do outro, é algo que acontece ciclicamente. Há pessoas que a sentem como uma espécie de necessidade. O facto é que, a grande maioria, não se atira para outros braços. Só isso.

      Beijos e obrigada pelo incentivo, querido amigo!

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  8. Grande Luisa, o ser humano é simples, mas ao mesmo conflitante, quer viver pela razão, mas acaba pecando pela omissão ou entusiasmo demais, e quase sempre quando a situação é o relacionamento ele peca, se sente frágil e na maioria das vezes toma as decisões erradas …

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  9. Essas situações cotidianas do amor e a da convivências são complicadas demais, e injustas também.
    Já escrevi sobre isso, baseado na minha experiência, que é pequena, claro.

    Por isso achei esse capítulo muito bom.
    Uma boa dose de realidade.

    Ansioso pela continuação!
    Parabéns, Luisa!
    Ateé mais!

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  10. @ Luisa. Oilá, Lu, soy yo, mim traveis, rs! Concordo hoje,que todo casal passa por crises,realmente… maaaassss, quando me casei, eu morria de rir quando me diziam: -Cuidado com a crise dos 7 anos… Na época, eu achava que quanto mais tempo juntos, o casamento só fortaleceria… Que nada! Passei por “uma guerra” justo aos 7 anos e outra, decisiva aos 14… Coincidência? Ironia? Praga de urubu? Sei não… Chegamos, eu e ela, a completar 15 anos e meio juntos, mas aí então, éramos só um pouco mais que amigos. Hoje somos “bons conhecidos”, rs!

    Desculpe eu falar aqui,de particularidades quando deveria comentar o texto, mas acho que tem relevância também…

    Um beijo pra vc. Fui!

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    • Radi… como eu te compreendo! 😀

      Eu passei a minha primeira crise (fatal), antes do 6 anos. Julgo que foi pela juventude (dei o nó com 20 anos, devia ter a cabeça em Vénus… :)), onde tudo tem que ser muito rápido! 😛
      A segunda, também fatal, ente “casar” e “descasar” (ou seja, grande paixão, seguida de grandes brigas, que obrigava cada um a ir para sua casa), foi aí por volta do 5º ano. Penso que deve equivaler a 7 devido à intensidade. 😀
      A terceira, já vai em 11… por volta dos 7 também teve uma pequena crise, mas nada tão fatal (nem ao de leve) como nas primeiras… 😛
      Aguardando os 14… e vamos brincando, talvez, aprendendo um pouco, mas o ser humano é assim…

      Beijo grande!

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  11. Lu,

    É impressionante como os homens são parecidos! Não vai aqui uma crítica a eles, afinal, também nós, temos muitos defeitos. Mas o que me impressionou neste capítulo foi a guerra interior travada por Mário no que diz respeito a Laura ter ou não outra pessoa. Ele tem e conseguiu a generosidade dela e conciliar a situação, mas se fosse o oposto? Certamente não haveria sequer um entendimento. De qualquer forma, acho válido todas as tentativas de acerto.
    bjks

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    • Olá Cris! 🙂

      Eu penso que, talvez por uma questão de educação (que já vem de longa data), os homens perdoam menos facilmente, uma traição, do que as mulheres. As mulheres, de uma maneira geral, são mais permeáveis ao sentimentalismo. Deve ser isso.

      Beijos grandes e saudades!

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  12. Querida Luísa, é sempre um prazer enorme ler os seus escritos. Adoro o linguajar diferente que vocês, portugueses, usam…e, já lhe disse que acho que o nosso idioma aqui, a Língua Portuguesa tupiniquim está tão massacrado que, às vezes, sinto vontade de chorar! Mas, isso é um outro assunto. Com relação ao texto, admiro-me ao perceber que, apesar de abordar um tema comum, que faz parte do cotidiano de muitos casais, você consegue transformá-lo em algo tão interessante como se fora um caso inédito. Você , como excelente escritora que é, prende-nos os olhos às suas palavras, preenche toda a nossa atenção e deixa-nos entristecidos ao vermos que findou o texto e teremos que aguardar o próximo capútulo! rsrsrs Nesse capítulo em particular, fiquei com um verdadeiro ódio do Mario pois, fez-me lembrar como os homens são uns verdadeiros energúmenos! A eles tudo é permitido, tudo é muito compreensível e passível de ser perdoado; mas, à nós, mulheres, Deus o livre! Vá botar um par de galhos na cabeça de seu marido que a traiu e veja se será perdoada!!! Não só o homem, mas a sociedade como um todo, “cairá de pau” em cima de você, pois o homem quando trai, foi um deslize, uma fase ruim, um problema de fóro íntimo; mas, a mulher, é porque ela é vagabunda, sem-vergonha mesmo! UGHHHHHHH, que raiva que isso me provoca!
    Parabéns , minha querida. Mande maissssssssss.
    BEIJOSSSSSSSSSSSSS

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    • Olá Neusa! 🙂

      O teu entusiasmo e incentivo, são muito importantes, super importantes. Obrigada!

      A nossa estrutura social ainda dá (cada vez menos, felizmente) aos homens, certos “privilégios” comportamentais, que nega às mulheres. É uma questão de educação, isso eu não tenho dúvidas. Também reconheço que, as mulheres, têm uma certa “culpa” na eternização dessas diferenças. Eu tenho dois filhos adolescente – um rapaz e uma rapariga, respectivamente com 17 e 16 anos -, por vezes, dou comigo, a exigir certos comportamentos à minha filha e, a negligenciar os mesmos, com o meu filho. Isto, certamente, terá a ver com a educação que recebi. E é errado. E eu corrijo. Mas, por vezes, tenho que estar muito atenta, para ser coerente com os meu próprios valores.

      Beijinhos!

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  13. Oi minha querida Luísa!
    Primeiramente peço desculpas pela demora…rsrs… já havia lido (avidamente) a esse capítulo, porém o tempo não havia me permitido comentá-lo.
    Quer dizer então que o Sr. Mário está agora em voltas com sua consciência? rsrs…
    Muito bom que a resgate, embora, tenho a opinião de que quando um jarro se quebra ele nunca mais será o mesmo, por mais que se tente colar os seus cacos e, aparentemente ele a sua aparência ser como antes…
    Enfim, esse é o grau máximo do egoísmo, não é? Quando julgamos que somos capazes de cometer todos os erros e que outros têm a obrigação de nos perdoar… Entretanto, a vida continua para todos…de um jeito ou outro…mas continua!
    Grande beijo e parabéns pela bela escrita!
    Jackie

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    • Jackie,

      Os amigos são como os feiticeiros, nunca chegam atrasados. Chegam na hora certa! 🙂

      Eu penso que o Mário está muito baralhado. Se calhar exagerei no egoísmo do homem, mas, falando bem e depressa, na nossa sociedade, os homens ainda tendem a arrogar-se, a considerar as mulheres como sua propriedade. Mesmo inconscientemente. São menos tolerantes no perdão, quando se trata de serem preteridos. O que nem sequer é o caso, mas é assim, de uma maneira geral. Enfim, eu penso que as coisas estão a mudar, para melhor.

      Muito obrigada pelo teu apoio e carinho! Beijos.

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  14. interessante o dialogo, o eu interior x o eu exterior …bem real …a dualidade!
    O texto é suave de uma forma agradável, sera que ele vai se encontrar? parabéns e sucesso…

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  15. Que história, Luísa!
    Os conflitos internos de Mário são excelentes. Faz-nos acreditar que muito dos nossos problemas estão ligados diretamente com as nossas repressões. Ele se iludiu com a ideia de que seu casamento estava totalmente errado devido às atitudes de Laura, não as suas. Porém, foram suas atitudes que acabaram por desencadear o desinteresse de Laura pela vida de casal. Perfeito!

    É uma bola de neve. Eu já passei por isso. Quando reparei que estava errado, tentei alterar minhas atitudes, porém, já era tarde demais, pois ela também já havia alterado as suas. Logo, caíamos novamente em um ciclo, pois não adiantava o que fizéssemos, estávamos sempre um passo atrás, um do outro.

    Beijinhos!
    PS: Demorei, mas tenha certeza de que não perderei essa história por nada!

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    • Olá Fábio! 🙂

      Pois tu conseguiste sintetizar, exactamente o que acontece nestes casos! Deixamos de andar em compasso… A sintonia que, em determinado tempo, era natural, simplesmente deixou de existir. O que nos falta é coragem e discernimento, para assumir isso, perante nós mesmos e o outro. E deixamos arrastar…

      Não te preocupes com a demora, meu amigo, a nossa vida também é uma história, bem complicadinha!! 😛 😛

      Beijos grandes!

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  16. Olá miha querida Luísa,

    Esse capítulo está excelente, segue o mesmo ritmo magnífico dos anteriores e me deixa angustiada a conhecer os detalhes da história e o curso que tomará a consciência do Mário.
    Continuo fã da Laura.
    Carinhoso e fraternal abraço,
    Lilian – Vovó Lili

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