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Um Encontro Inesperado [Capítulo VI]

Vénus

Vénus ao Espelho - Peter Paul Rubens

Inês do outro lado do espelho

Laura chegou ao centro comercial. Entrou no parque e os lugares, perto da entrada, estavam todos ocupados. Deu algumas voltas em zigue-zague e ao cabo de alguns minutos, encontrou um lugar para estacionar, bem perto da entrada. Não saia sozinha, de noite, há uma eternidade, nem se recordava de alguma vez o ter feito. Deixou-se ficar sentada no carro, perdida, entre os fantasmas translúcidos e pouco definidos, da insegurança. Eles teimavam em atormentá-la. Cenas negras invadiam o seu cérebro, como um sonho fantástico e terrível. E divertiam-se. Acorrentada ao banco do carro, pelo medo, Laura fechou os olhos.

Alguns minutos depois, abriu a porta, decidida a sair; mas fechou-a de novo. “Bolas, só vais jantar fora grande idiota! Estás com medo que quê?… Então… Não me digas que precisas de um braço musculado para te apoiares. Compra uma bengala, mulher!” Olhou através da janela e fixou-se nos movimentos dum casal, que arrumava as compras no porta bagagens. Ela tirava as compras do carrinho, saco por saco e ele arrumava as compras na bagageira, cuidadosamente, saco por saco. Exactamente na ordem em que os recebia. Estavam sincronizados. Uma máquina una, cujas peças, bem lubrificadas, encaixavam perfeitamente umas nas outras. Eram um casal perfeito. Se ela saísse naquele momento, certamente, eles olhariam para ela com ar divertido e, cochichariam simultaneamente: olha, ali vai a Laura, aquela que não sabe enfrentar sozinha um Centro Comercial. Aquela que não se ajeita, a andar decidida e de cabeça erguida. Aquela que treme, só de pensar que vai entrar sozinha num restaurante. Aquela que se encolhe, não vá alguém olhar e constatar que ela está sozinha. “Ok. Isto já passa dos limites. Tens dez minutos! Respira fundo, encosta a cabeça no banco e não penses. Simplesmente não penses.”

Laura encostou a cabeça, fechou os olhos e imaginou um buraco negro. Os buracos negros, supostamente, não tem nada para pensar. São negros. São a ausência. Negro… Ah… distinguiu uma estrela, ali estava uma nebulosa… e acolá que bela galáxia… tinha uma forma estranha mas muito bela… Tinha de pensar negro. Um buraco negro. Não era possível… do buraco negro, espreitou o rosto simpático de Carlos. Esta recordação fê-la recuar, no tempo, cerca de três meses. Lembrou-se das longas conversas, que tiveram os dois, sobre os problemas de Mário.

Naquele tempo, Laura, não conseguia deixar de sentir uma enorme curiosidade acerca de Inês. Por vezes dava consigo a pensar que a culpa de toda a sua infelicidade era dela. “Isso, minha querida, é um pensamento fácil e fútil, próprio de quem não quer assumir responsabilidades na merda que está feita. Sabes perfeitamente que não há culpas muito definidas. Há circunstâncias que foram mal conduzidas por ambos.” Inês era apenas consequência, da incapacidade do casal resolver os seus conflitos e enfrentar a vida. Mas, quando estava mais frágil, Laura enchia-se de dúvidas, culpas e pensamentos pouco brilhantes.

Certo dia, um amigo do marido, preocupado com o seu comportamento profissional e social, que começava a dar nas vistas pela negativa, ligou a Laura. Encontraram-se e falaram longamente dos problemas de Mário. Ambos concordaram que ele precisava de ajuda profissional para parar de beber, porque, pensaram, era o álcool que estava a interferir com o seu desempenho profissional. Também falaram de Inês, embora Carlos lhe tivesse garantido, que quase nada sabia desse relacionamento. Disse-lhe ainda, talvez para a sossegar, que essa ligação, era quase de certeza, algo fugaz, sem grande importância. Ela aproveitou aquela brecha no desabafo do amigo, para lhe dizer que tinha uma enorme necessidade, de falar com aquela mulher. Ele negou saber como entrar em contacto com ela. Então Laura disse-lhe, que iria tentar procurá-la de qualquer outra maneira. Entretanto, ficou combinado, que ambos iriam sensibilizar Mário, para a necessidade de consultar um psiquiatra.

No dia seguinte, o amigo de Mário voltou a ligar. Disse que precisava de lhe falar sobre Inês. Referiu ainda, que tinha conseguido o contacto dela e pediu-lhe, para ela não a procurar até conversarem. Dois dias depois encontraram-se novamente.

– Laura, essa mulher não é a pessoa que pensas. Não estou a julgá-la, apenas te digo que, os seus padrões sociais e morais são diferentes daqueles a que estás habituada. Vou falar-te de factos e tentar não fazer avaliações pessoais. Eles são os seguintes: ela é uma mulher “fácil”, sempre pronta a acompanhar os homens à noite. Não só o Mário, mas qualquer um que lhe agrade, ou que ela imagine que poderá ser generoso. É assim que ela ganha a vida, Laura. Faz alterne nos bares mais ordinários de Lisboa, a maior parte das vezes por conta própria. Sabes o que isso significa, não sabes?

– Que não tem que dividir o que ganha com miguem?!… Mas, Carlos, as mulheres que trabalham em bares, a impingir copos aos clientes, não são necessariamente “fáceis”…

– Já lá vamos… Significa, o facto dela trabalhar por conta própria, que os bares onde ela leva os “amigos”, não têm qualquer controle sobre as suas acções. Tal como não a podem proteger, de clientes eventualmente agressivos, também não podem evitar, que ela se vá enrolar, com os seus clientes particulares, logo ali ao lado do local de trabalho. Ela diz ao Mário que apenas faz companhia a homens solitários que lhe pagam uns copos e gostam de conversar, mas isso nem sempre corresponde à verdade. Daí eu ter falado em “fácil”. – Carlos falava em rajada, talvez receoso, que Laura o interrompesse. – O que vou dizer agora é uma avaliação, mas é baseada em estatísticas claras: os homens raramente “alugam” apenas um bibelot para pavonearem de braço dado de bar d’alterne em bar d’alterne. Uma Inês como essa só existe na cabeça de um homem estupidamente apaixonado. Mais factos: todos os amigos, que vão para a noite com Mário, têm o número de telefone dessa rapariga. Não foram eles que lho pediram, pois sabem do seu envolvimento com ele e respeitaram-no. Foi ela que arranjou maneira de lho dar.

– Não devemos estar a falar da mesma pessoa Carlos… – interrompeu Laura chocada. – Inês é alguém que vive apenas para o Mário. Ela não trabalha e é viúva – foi ele que me disse – e, penso eu – o Mário não me disse explicitamente –, que viva da pensão do marido e de alguns bens que ele lhe tenha deixado. Aparentemente ela não tem dificuldades financeiras. Eles estão em contacto vinte e quatro horas por dia, falam até altas horas da noite. Ela está sempre disponível para ele. Não pode ser a mesma pessoa…

– Sem dúvida que está sempre disponível, mesmo que esteja acompanhada. Ele ontem foi cedo para casa, não foi?

– Sim. Até jantou connosco.

– Então aqui vão mais uns factos: a Inês disse-lhe que estava muito cansada e ficaria em casa, mas na realidade saiu com outra pessoa. Mais, foi ela quem convidou essa pessoa. Fez as coisas de tal maneira, que o indivíduo em questão pensou que a rapariga já tinha acabado tudo com Mário (ou estava prestes a acabar) e se estava a apaixonar por ele! Ele só se apercebeu da realidade quando, a dada altura da noite, Inês lhe disse que precisava de dinheiro para resolver um assunto urgente, relacionado com um filho. Pediu emprestado, com a promessa de um pagamento “logo que pudesse”. Essa pessoa deu-lhe cem euros e depois, com a consciência pesada porque já se tinha enrolado com ela, disse-lhe para ela esquecer o pagamento. Para o esquecer, para esquecer aquela noite, pois não queria mal entendidos com Mário. Ao que parece esta não é uma situação inédita desde que Mário se envolveu com ela. Espera… – disse Carlos percebendo que Laura ia interrompê-lo. – Pessoalmente, acredito que Inês faça isso, apenas quando precisa de dinheiro, para algum capricho, e não tem coragem de pedir ao Mário; ou sabe de antemão, que Mário não lhe daria o dinheiro para essa determinada coisa. Mas se é um hábito enraizado nela, ele não desaparecerá por obra e graça do espírito santo. A não ser que, Mário possa dar-lhe dinheiro suficiente, para ela satisfazer todos os seus caprichos e necessidades.

– Carlos, espera lá… com certeza que estás enganado, não posso acreditar… a Inês do Mário é uma pessoa, que partilha com ele, todos os momentos da sua vida, é uma pessoa fina, sensível e delicada. É assim que ele a define. Eles ajudam-se nas coisas mais ínfimas, sejam importantes ou corriqueiras…

– Sim, as doenças que ela ultrapassa de forma positiva e com um sorriso nos lábios, agradecendo a deus a vida que ele lhe deu. Os filhos que ela diz que criou, mas afinal raramente viveram com ela. Os homens que a maltrataram, apenas porque a amaram e queriam ter com ela uma vida normal… sem amiguinhos pelo meio. A família que a rejeita por isto ou por aquilo… A história é sempre a mesma, Laura. Mudam os pormenores, consoante aquilo que, o indivíduo que está do outro lado, quer ouvir.

Laura sabia que podia confiar plenamente em Carlos, que todos os factos apresentados, jamais seriam uma invenção sua. Carlos tinha acesso a muitas informações privilegiadas, em todos os extractos sociais. Do submundo da noite, elas corriam como mel, para servirem de contrapartida, ao bom nome e legalidade dos estabelecimentos nocturnos, quando se verificava uma ou outra zaragata. Mas, mesmo assim, todo lhe parecia um sonho. Sentiu-se ainda mais enganada e frustrada.

– Apesar disso tudo, eu tenho a certeza que ela ama o Mário. Nenhuma mulher, por mais “fácil” que seja, perde tanto tempo com um homem que não ame profundamente. Ela apenas tem valores diferentes… talvez se tiver uma vida mais estável…

– Sim, eu compreendo o que dizes e também penso que ela tem uma queda especial pelo Mário. Também podemos especular, que ela perde tempo com o Mário, porque sabe que o pode convencer a ir viver com ela. Pode estar convencida, que isso lhe trará felicidade e estabilidade. Também tenho a convicção, que ela se está nas tintas, para os conflitos do Mário e força a barra sempre que pode. Laurinha, só quis ter esta conversa contigo, porque me parece que o Mário, neste momento, precisa muito de ti. Primeiro, deixar de beber vai deixá-lo de rastos, pois irá precisar de tomar medicamentos e da tua vigilância. Depois, quando ele se aperceber, o que na realidade se está a passar, ou tem capacidade para aceitar a Inês como ela é, ou vai sofrer outro choque. Porque ele está enganado acerca desta moça. E, neste momento, está demasiado envolvido com ela e com os neurónios cheios de álcool, para ver seja o que for com clareza. Ou mesmo, para decidir o que realmente quer. É aí que tu entras, amiga, com todo o apoio que lhe puderes dispensar.

– Carlos, eu vou ajudá-lo no que respeita à sua depressão e alcoolismo – isto é algo que eu já tinha decidido –, mas não nesse outro assunto… não, Carlos. Nós neste momento, apenas vivemos na mesma casa e o caso Inês é uma questão, apenas dele e dela. Podes dar-me o número de telefone dessa rapariga? Eu preciso de falar com ela. Pode parecer-te estúpido, mas é uma necessidade crescente e incontrolável. “É uma idiota duma tremenda dor de corno, queres tu dizer…”

– Também quis ter esta conversa contigo, para perceberes o outro lado da Inês e dissuadir-te de ires falar com ela. Eu dou-te o número de telefone, Laura. Mas fazes mal. Pensa muito bem antes de dares esse passo, por favor. Pensa nisso com a cabeça. A vossa visão da vida é totalmente diferente. Ela é uma sobrevivente dura, amiga. Tu não mereces e, esse encontro, vai magoar-te. – Carlos fez uma pequena pausa e continuou. – Mas sabes… fico de alguma forma tranquilo, por sentir que já tratas este assunto com alguma distância. Estás focada em ajudar teu marido, no que é importante para a sua saúde física e mental, mas pareces-me liberta do peso, que uma relação deste tipo inevitavelmente acarreta.

– Às vezes precisamos de tempo, Carlos. Há uns meses atrás com certeza não estaria tão serena.

– Espero que tudo se resolva entre vocês. O Mário está muito desequilibrado. Neste momento ele só consegue perceber um caminho: o da alienação da realidade. Eu tento falar com ele, mas ele evita-me descaradamente. Já está a ficar um pouco difícil esconder as suas falhas e irregularidades…

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28 thoughts on “Um Encontro Inesperado [Capítulo VI]

  1. Agora sim, ela toma a decisão em ver o problema de frente.

    Falar com Inês pode ser uma boa pedida. Magoa-la, mais? Acredito que não. A Laura sim, pode magoar a si mesma, ao ouvir ou achar que viu, as faltas em si, ao espelhar-se na Inês. Isto é errado, mas poderá ocorrer.

    Às vezes, e isto depende muito de pessoa a pessoa, encarar as coisas de frente, pode ser um ponto positivo. É porque, até um ponta pé, é uma forma de ir em frente. Estagnado é que não dá certo!

    Vamos seguindo… quero ver este encontro!

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  2. como sempre belas estórias para enriquecer nossas mentes, se ainda não te falei eu e minha esposa viramos seus fãs, obrigado por enriquecer nossas almas.

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  3. Oi minha linda…. esta Laura é uma mulher intrigante sabia????? Coragem para enfrentar seus fantasmas é o que não lhe falta…..
    E no momento esta Inês é um fantasma que incomoda um bocado! Bom, vamos aguardar e ver o que a Laura vai fazer…. eu aposto que vai falar com a tal da Inês, mas como será que vai reagir?????
    Beijo no coração

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  4. Oi Luísa!

    Nossa, que achado essa conversa entre Laura e Carlos, saída da memória mais sentida, durante uma crise de pânico.

    Muito bom mesmo, a técnica de mesclar o acontecendo com o aconteceu.

    E vamos ao capítulo VII. Vamos ver Laura desfilando pelo centro comercial. Será? Ô curiosidade brava!!! rsrs

    Beijos

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  5. Lu,

    A cada capítulo fico mais surpreendida com Laura. Ela se colocou, como muitas esposas, no lugar de mãe, e está tentando proteger o marido a todo custo. Não iria tão longe!
    bjks

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  6. Hummm,sei não,D.Laura… estou com o Carlos.Não se aproxime muito da tal Inês… ainda mais, achando que ela é justo, o que o teu marido contou… não que ele estivesse mentindo ou inventando,mas por ter, e estar sendo também enganado.

    Agora,( 4°§ ) acho muito raro que uma “coisa” como a Inês, apareça na vida de um casal antes de uma crise; durante, posso dizer que seja até comum… ou, seria mesmo eççe tipo de “coisa” o que provoca, de fato, os desmoronamentos conjugais? Eu não sou partidário da poligamia, muito menos sou machista, mas, acho que um casamento todo certinho é, além de raro, algo muuuuito “antinatural” em todo e qualquer aspecto que o analisemos…

    Um grande abraço pra vc, Lu, e parabéns, por mais este Capítulo/convite à reflexão matrimonial.

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    • Bom dia, Radi!

      E achas que Laura vai perder a oportunidade de combater outro Moinho? 😛 😛 Não sei, ela é tinhosa…

      Quanto ao 4º§, esta crise começou muitos anos antes (reflexão do Mário), mas a Laura não deu conta, ou deixou para segundo plano, porque tinha outras preocupações que considerou mais importantes. Para ela, o “marco” do principio do fim é Inês. Este é um facto muito real, que ela já não pode contornar sem ver. Também é muito mais fácil concentrar as “culpas” noutra pessoa, do que perguntar-se, porque deixou arrastar a situação. Será que, inconscientemente, ela queria este desfecho? Já estou a especular! 🙂

      Também concordo que um casamento muito certinho e arrumadinho, simplesmente não existe. Como dizes é anti-natural. Não é humano.

      Beijão e obrigada pela força! 🙂

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  7. Olá Luisa:

    A história está crescendo dramaticidade. Você se sai muito bem nos dois estilos, tanto no estilo reflexivo, introspectivo, quanto nos diálogos, numa combinação, uma verdadeira obra de arte.

    Eu estava na expectativa de como você ia desenvolver a história, a partir do iníco, já não tenho nenhuma dúvida de que conseguirá desenvolver a história muito bem.

    Estou começando a me envolver no drama, não tem jeito rs

    ABS

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    • Jânio, muito obrigada, pelo apoio, meu amigo! 🙂

      Espero puder continuar a postar neste ritmo, pois, apesar da história já estar concluída, há sempre coisas a mudar, ideias a reforçar, um trabalho enorme, com o qual nunca pensei vir a deparar-me! 🙂

      Abraços!

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  8. Não creio que a Laura vai falar com a Inês! E esse Carlos é mesmo fiel ao Mário, ou está de olho na Laura?
    Muito legal Luisa, mas vê se coloca um pouco de sangue nas veias dessa Laura para ela dar um xeque-mate no Mário! Rs…
    Grande Abraço!

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  9. Oi minha querida Luísa!
    Para mim, ao ler esse capítulo, a passagem chave foi o pensamento dela: “…é um pensamento fácil e fútil, próprio de quem não quer assumir responsabilidades na merda que está feita. Sabes perfeitamente que não há culpas muito definidas. Há circunstâncias que foram mal conduzidas por ambos.”
    E aí fiquei aqui pensando nas circunstâncias e no modo de cada um perceber o problema e procurar resolvê-lo… E vemos muito disso por aí. Quando os problemas surgem e começam a se tornar maiores do que os seus criadores, as fugas são diversas; então, cada um conduz suas circunstâncias de modos diferentes e essa condução pode levar ao acréscimo de problemas ou a libertação deles…
    Mário, com certeza acrescentou muitos: bebedeira, outra mulher, desinteresse pelo trabalho e vida familiar… Laura, agora, quer conduzir o problema criado de um modo que veremos adiante se acarretará no aumento do problema ou na libertação dele…
    Muito bom, minha querida! Como sempre, ótima escrita!
    Grande beijo,
    Jackie

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    • Jackie,

      Muito obrigada pela tua presença e comentário!

      Eu penso que, para nós, é muito mais fácil, num caso problemático, recorrer à acusação (à culpa alheia). Isso desresponsabiliza-nos da questão, deixa-nos as costas mais leves. É humano. Num caso deste género, o papel de vítima, às vezes, é essencial, para encontrar coragem de continuar.

      Beijinhos!

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  10. Olá minha querida Luísa,

    Outro excelente capítulo!!!
    Pelo desenrolar dos fatos acho que essa saída de Laura foi justamente para se encontrar com Inês e perceber ela própria o tipo de pessoa que Inês é e represeta na vida do Mário.
    Não saberia dizer se é bom ou ruim esse encontro entre as duas mulheres da vida de Mário, mas, certamente, desse encontro resultará o direcionamento da atitude que Laura terá em relação ao Mário e em relação à sua própria vida.
    Parabéns pela história envolvente que prende sobremaneira minha atenção.
    Carinhoso e fraternal abraço,
    Vovó Lili

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    • Lilian,

      Muito obrigada pelo teu apoio de sempre!
      Eu estou a atravessar uma fase de trabalho e questões pessoais um bocado complicada, peço desculpa de só agora responder.

      Beijos!

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  11. Olá, Luísa, finalmente voltei para acompanhar-te neste capítulo.

    Laura é uma mulher corajosa, sem sombra de dúvidas. Por mais que não pareça, encarar uma situação dessas, de peito aberto, disposta a ver a realidade como ela é, não é para qualquer pessoa. Sem contar que, depois do que ela ouvi de Carlos, fica até mais fácil pra aceitar a situação, pois, ao invés de uma mulher “direita”, encontrou uma mulher de vida “fácil”.

    Parabéns, Luísa.
    Beijão e uma ótima semana! 🙂

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    • Olá Fábio!

      Muito obrigada pelo apoio e carinho!
      Fábio, é isso que eu penso também. A tendência de estratificarmos (no fundo é uma espécie de preconceito) socialmente os outros, dá-nos força (como se fosse um alimento do ego) para seguir em frente!

      Beijinhos!

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