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Poesias dum Raio de Sol

Raio de Sol

Despertei com a carícia suave dum raio de Sol. Ele pousou no meu rosto, luminoso e atrevido, acordando em mim a irritação própria de quem quer continuar a dormir. Virei-lhe as costas e roguei-lhe uma praga entre dentes. Aconcheguei-me nos cobertores e tentei sonhar com um dia cinzento, esmorecido e choroso, mas qual quê, não consegui, pois o insistente raio de Sol teimava em despertar, no mais íntimo das minhas entranhas e em crescendo, a raiva surda dos que apenas querem dormir só mais cinco minutos.

Esplendoroso e morno fez-me cócegas na nuca, despoletando, em cada centímetro quadrado do meu ser, uma erupção estromboliana.

– Podias ter puxado os estores.

– Não me lembrei, porque não fechaste tu?

– Porque a janela está do teu lado!

– Sabes que a luz não me incomoda… passou-me…

– Ah, e só porque não te incomoda, eu não posso dormir…

– Deixa de ser rabugenta… bom dia, amor!

– B’dia…

E a lava foi escorrendo pela encosta abaixo, calma e morna até arrefecer completamente.

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9 thoughts on “Poesias dum Raio de Sol

  1. ahahahahahhhhhhh

    Esta foi boa! Então querida Luisa, foi acordada cedo, antes da hora, com vontade de quero mais, e ficou danada! E muito!!!!!

    E minha filha que é colocada de pé, dormindo, cedo, para ir à escola?! kkkkk
    parece uma sonambula!

    Beijos

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