A beleza da natureza

Ciclo da vida

A nossa sensibilidade é uma coisa. A análise dos factos é outra.

Quanto à primeira, devo dizer que eu não consigo matar pelas minhas próprias mãos uma mosca. Isto é literal. Nunca matei intencionalmente nenhum animal, ou inseto, ou reptil ou peixe. Sou uma pessoa nascida e criada no campo, mas imaginar matar algum animal é algo que me perturba e duma maneira geral enxoto-os. Continuar a ler

Vencedores e derrotados

Pintura de Christophe Vache

Grandiosa é a poesia dos despojados do amor
É um mar tempestivo e demolidor
Ao sabor de compassos Wagnerianos.

A conquista dos derrotados
É um orgasmo de angústia iludida
O frio aconchego do recomeço.

Sublime é a felicidade dos que padecem.
Um grito azul de liberdade nua
Um momento mudo e eterno.

A derrota dos vencedores
É a fria certeza da incerteza
Do penoso amargor de todos os dias.

 

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Poema sem título

Desenho por Luis Royo

Do livro “Silêncios” de Filipe Marinheiro

Devorei pulsos em chamas.
Amplamente o rosto envolto por coágulos de sangue luzidio
a trespassarem as veias estanques como a enrolar
as cores existentes
por dentro. Continuar a ler

A vidente

Arte de Krzysztof Browko

Vejo amores mutilados pelos espinhos da vida
Carícias cansadas das dores sem fim.
Palavras da Velha da várzea. Continuar a ler

Em resumo

Desenho de Luis Royo

Às sete acordo
Às oito como
Às nove trabalho Continuar a ler