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Experiência sem verbos

 

Foto por Jaroslaw Datta

 

Um rosto enrugado de olhar ausente
Corpo seco de sentimentos vazios.
No ombro, um saco de gritos agudos e frios
E na memória um beijo de dor crescente.

Desfiles errantes de pássaros exaustos
Angustiados pelo peso esmagador da existência
O medo do mundo como sombras entre claustros
Sereias envolventes da enganadora demência.

Aprisionada em pesadelos esvoaçantes
Num espaço desconhecido, negro e áspero
Mundo de mim mesma em brados sibilantes.

Montanhas de injustiça, oceanos de fome e desespero
Sorrisos falsos na boca de deuses inebriantes
Ilusões com coração de pedra, malsão e próspero.

 

Inspiração aqui.

8 thoughts on “Experiência sem verbos

  1. (Montanhas de injustiça, oceanos de fome e desespero
    Sorrisos falsos na boca de deuses inebriantes
    Ilusões com coração de pedra, malsão e próspero.) Essa é a verdade desse mundo.
    Saudade! Obrigado por se
    lembrar de mim!
    Abraço
    Manoel

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  2. A vida não é brinquedo. Nem é de brinquedo o que a gente vira nas corredeiras dessa estrada. As marcas do tempo, dentro e fora da gente, por vezes machucam, muitas delas, de saudade, noutras de um quase sem-rumo. Caminhamos todos nesta estrada do tempo. Ahh, destino inexorável! O que nos resta, senão levantar sempre e seguir em frente? Buscar amenizar, porque doer, vai ser sempre. O grande lance é saber lidar com isto.
    Um grande abraço! .

    Gostar

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