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Coisas de nudistas e de praias

Nus e seminus

Eu sou total e absolutamente a favor das praias onde se pode fazer nudismo, entenda-se aqui praias públicas onde é permitido aos banhistas permanecerem nus, no entanto nunca fui capaz de praticá-lo integralmente. E porquê? Não tenho qualquer dúvida que se trata de influências da minha educação tradicional misturada com alguma timidez própria da minha personalidade. Poderá ser motivo de censura, por parte dos banhistas nus, a minha seminudez naquelas praias?

Não vejo porquê. Eles estão nus porque tal ato é possível naquele espaço, eu estou “de tanga” – esta tanga de que falo é física embora mantenha toda a validade da metáfora – porque naquele espaço também é permitido estar dessa forma. Eu não me choco com a nudez dos banhistas nus, mas também não me sinto constrangida por estar seminua. E porque haveria de sentir se é seminua que eu me sinto bem comigo?

Alguns nudistas poderão julgar o facto de eu estar “de tanga” numa praia de nudismo, e porque julgarão isso, porque é próprio do ser humano olhar para os outros seres humanos e tecer juízos tomando-se a si próprio como modelo, mas isso também não me incomoda, pois tenho plena consciência que estou a fazer algo que não é socialmente prejudicial nem ilegal, ou seja, numa praia de nudistas não é razoável alguém ficar moralmente afetado por ver um seminu e também porque não é proibido andar “de tanga” apenas porque é permitido estar nu.

Em jeito de conclusão poderemos dizer que as centenas de banhistas nus numa praia de nudismo podem coexistir em paz e harmonia com meia dúzia de banhistas “de tanga” e que estes últimos, tal como os primeiros, são totalmente a favor das praias onde se pratica o nudismo.

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2 thoughts on “Coisas de nudistas e de praias

  1. Essa é a metáfora perfeita, visto que discriminar nus ou seminus é uma atitude inócua, levando em consideração que o verdadeiramente importa é a sensação de bem estar de cada um consigo próprio e não a obrigação de serem e pensarem igual. Parabenizar – lhe pelo alcance da perfeição está ficando repetitivo, Luísa. Valeu!

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